(Fonte da imagem: Reprodução/Daily Mail)

O processo de recuperação de vítimas de queimadura costuma ser demorado e complicado, mas um equipamento em fase de protótipo promete revolucionar o tratamento. A novidade veio do Instituto de Medicina Regenerativa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, e consiste em uma "arma de células".

O método funciona em três passos. O primeiro é cultivar uma mistura que inclui células-tronco de outros pontos da pele do próprio paciente. Em seguida, utilizando uma "pistola" em forma de spray, o médico responsável aplica o material diluído em água no local do ferimento. Na superfície, capilares artificiais recebem uma solução nutricional para acelerar a recuperação, que leva apenas alguns dias.

Os dois primeiros passos levam apenas 90 minutos para serem realizados e a pele pode ser recuperada em questão de cinco ou seis dias – um alívio para os pacientes, que sentem uma dor incontrolável, e para os médicos, que perdem muitas vítimas de queimaduras por conta de infecções, já que o tratamento convencional pode levar até semanas.

Cultivo, aplicação e recuperação: as três fases do tratamento. (Fonte da imagem: Reprodução/Daily Mail)

Depois de passar por testes durante os últimos três anos, a "arma" já começou a ser usada em voluntários de verdade. Um policial norte-americano que teve parte do rosto e um dos braços queimados foi um dos candidatos mais bem-sucedidos. Em quatro dias de tratamento, a pele já estava "seca" e sem a necessidade de curativos. A recuperação total e o retorno do local da aplicação ao pigmento normal da pele são processos que podem levar meses, mas que valem a espera.

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