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Ciência

Máquina pode sequenciar inteiramente um genoma em somente dois dias

Dispositivo desenvolvido por um hospital do Kansas permite detectar e tratar rapidamente doenças em recém-nascidos.

Avatar do(a) autor(a): Felipe Gugelmin Valente

schedule05/10/2012, às 09:54

(Fonte da imagem: Reprodução/;Technology Review)

Pesquisadores de um hospital no Kansas estão usando um novo equipamento, conhecido como Illumina HiSeq 2.500, capaz de determinar toda a sequência genética de recém-nascidos em somente dois dias. Com isso, médicos podem detectar e tratar rapidamente doenças que poderiam se provar fatais caso só fossem percebidas mais tarde.

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Geralmente, processos do tipo levam mais de um mês para serem finalizados, situação que expõe os bebês a um número de riscos muito grande. Embora cada unidade do dispositivo custe US$ 13.500, sua utilidade é mais do que o suficiente para justificar o grande investimento envolvido em sua aquisição.

“Para quem trabalha com a decodificação de genomas, tem sido fenomenalmente frustrante que, até agora, a medicina prática não tem se beneficiado do sequenciamento de genes. Agora (com o equipamento), podemos considerá-lo relevante para a medicina hospitalar”, afirmou ao site Technology Review Stephen Kingsmore, pesquisador do Children’s Mercy Hospital and Clinics, de Kansas City.

Solução para o futuro

A notícia triste fica pelo fato de que todos os seis bebês que passaram pelo teste acabaram sucumbindo a doenças graves, às quais nem as informações sobre seus genomas foram capazes de ajudar a eliminar. Em contrapartida, graças ao tratamento uma família descobriu que seus genes eram responsáveis pela transmissão de epilepsia, enquanto outra finalmente entendeu porque passava por dificuldades para ter filhos.

No futuro, a expectativa é que o aparelho seja o responsável por mudar completamente a maneira como adultos e crianças são curados. Ao menos nesse caso, a velocidade pela busca de resultados não deve prejudicar em nada os tratamentos, por mais que os resultados obtidos até o momento não tenham totalmente sido eficientes em salvar vidas.

Fonte: Technology Review