Durante testes de novos aparelhos em um hospital, o engenheiro da computação e pesquisador Neal Patwari percebeu algumas pequenas oscilações no sinal de transmissão wireless. Com um pouco mais de análise, ele notou que o padrão nas interferências era similar ao da respiração das pessoas que estavam na sala. Para ter mais certeza, decidiu fazer testes mais complexos.

Para isso, utilizou uma cama de hospital e instalou 20 transmissores sem fio no quarto. Configurou a rede local para enviar sinais em frequências de 2,4 GHz, mas utilizou apenas um milésimo da potência de uma placa de rede wireless. Ao final das medições, foi constatado que o pesquisador havia respirado normalmente por quatro vezes, com uma margem de erro muito baixa.

Com os resultados, Patwari chegou à conclusão de que quando alguém inala o ar, o sinal Wi-Fi precisa navegar em uma distância um pouco maior, mas isso é o suficiente para que sejam percebidas pequenas quedas na potência do sinal. Caso novas pesquisas provem a eficiência do método, é possível que em breve hospitais passem a utilizar esse tipo de monitoramento para os pacientes.

A principal justificativa para a implementação do sistema, segundo o New Scientist, seria a diminuição do desconforto que pacientes sentem ao ficarem com tubos e aparelhos conectados. Com redes sem fio, pessoas hospitalizadas por doenças menos graves poderiam ser facilmente monitoradas à distância pelos médicos e enfermeiros.

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