Pesquisadores norte-americanos revelaram na última quarta-feira (4) que o teste realizado com o STAR (Robô Autônomo de Tecido Inteligente), foi um sucesso. O equipamento, que foi desenvolvido para operar tecidos moles, realizou uma anastomose ao conseguir costurar satisfatoriamente um intestino de porco.

O que mais chama a atenção não é o fato de que a máquina tenha sido capaz de fazer uma sutura, mas sim o fato de que a costura tenha sido incrivelmente precisa. Os responsáveis pelo experimento, liderados por Peter Kim, do Sistema Nacional de Saúde Infantil de Washington, explicaram que a o equipamento conseguiu resultados mais favoráveis que os que um cirurgião experiente teria obtido.

As costuras nos vasos [feitas pelo robô] foram capazes de resistir a uma pressão de ruptura maior do que as que foram feitas por cirurgiões

Ryan Decker, coator do estúdio, explicou o que é uma anastomose: “é como se você tentasse montar uma mangueira de jardim que foi cortada”. Tecidos moles sempre foram complicados para os médicos e, segundo dados dos estudiosos, 30% das intervenções cirúrgicas nessas áreas trazem complicações como vazamentos, contrações e estreitamentos.

“Se você tem uma sutura mais consistente, tensionada e uniforme ao redor dessa mangueira, ela poderá resistir a uma maior pressão de ruptura. Isso foi o que ocorreu com a nossa anastomose. As costuras nos vasos [feitas pelo robô] foram capazes de resistir a uma pressão de ruptura maior do que as que foram feitas por cirurgiões”, concluiu.

Embora o teste tenha sido muito promissor, o STAR ainda não está perto de operar pessoas em situações reais. Os médicos acreditam que serão necessários centenas de testes clínicos mais complicados para garantir que o equipamento é seguro e assim obter permissão de operação por parte dos órgãos reguladores estadunidenses.

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