(Fonte da imagem: ShutterStock)

Se você ainda pensa que o Windows é o único sistema operacional que sofre com invasões e invulnerabilidades, precisa saber que os seus conceitos estão bem ultrapassados. Computadores com Mac OS X e Linux também sofrem nas mãos dos hackers e até mesmo os portáteis podem receber vírus e diversos outros malwares durante a navegação pela internet ou conexão a redes ou sistemas infectados.

E mais do que os sistemas habituais que causam lentidões nos sistemas, os malwares em smartphones podem causar danos bem complicados. Pesquisadores da Trustwave acabam de divulgar um estudo que prova que é perfeitamente possível criar um sistema que cria rastreamentos completos dos toques nas telas dos smartphones. O estudo é de Neal Hindocha — da empresa de segurança Trustwave —, que criou um código malicioso bem perigoso.

Esse código é capaz de rastrear os toques (tanto os pontuais quanto os arrastados) na tela sensível ao toque. Utilizando um malware similar a esse, um hacker pode identificar diferentes códigos utilizados, incluindo senhas, PINs, números de conta e diversas outras informações sigilosas e de uso pessoal. Pela repetição dos eventos, o hacker pode até mesmo saber qual é o padrão de desbloqueio daquele aparelho.

Roubando informações pelo mapa de toques

Mais do que isso, Hindocha afirma que hackers que tenham acesso a capturas de tela possam fazer ainda mais estrago. Bastaria combinar as imagens da tela do smartphone invadido com os mapas de toques aplicados para que o invasor soubesse exatamente quais são os dados daquele usuário. Em termos gerais, é algo muito similar ao que acontece com keyloggers, mas dedicados ao sistema de toques em tela.

A boa notícia é que o pesquisador afirma que ainda estamos muito longe de algo assim no mundo real. Por enquanto, somente aparelhos Android com Root ou iPhones com jailbreak — que ainda precisam estar conectados a computadores com um sistema específico — podem sofrer os rastreios. Ou seja, ainda não é possível realizar esse processo por meio de servidores remotos. O lado ruim é que nós já sabemos que isso é possível e não deve demorar para que os hackers consigam fazer isso de verdade.

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