A Logitech é uma fabricante de modelos de mouse e teclado para eSports que parece consolidada no mercado e destinada a continuar no ramo por muito tempo com produtos de qualidade usados no mundo inteiro. Porém, você já parou para pensar na quantidade de dinheiro gasta para garantir que eles funcionem corretamente?

O pessoal do Kotaku UK visitou as fábricas da Logitech e fez constatações curiosas. Para começar, o dinheiro gasto em testes de estresse e resistência de periféricos é astronômico. "Máquinas de tortura" que pressionam teclas a uma velocidade insana, braços robóticos que sacodem os aparelhos e provas que envolvem derrubar os itens a certas altura existem aos montes nos laboratórios da companhia — e não são nada baratos.

Uma sala que testa a recepção do sinal sem fio de um teclado custa R$ 1,5 milhão, sem contar os equipamento de medição, de mais de R$ 700 mil. Só de março a setembro de 2014, a Logitech gastou 16% do lucro bruto da empresa no setor de Pesquisa e Desenvolvimento, o que equivale a cerca de R$ 171 milhões.

Vale a pena?

Nos Estados Unidos, produtos da Logitech como o teclado G910 Orion Spark saem por um valor aproximado de R$ 550. Nem todos os produtos da linha são um sucesso de vendas e cada setor pode ter até 30 funcionários trabalhando — cada um com um salário fixo e equipamentos igualmente caros de fabricação. Há ainda gastos com marketing. Por isso, fica a pergunta: vale a pena produzir itens que talvez tragam prejuízo para a companhia?

Segundo a reportagem, a Logitech tira a maior parte do lucro de acessórios como caixas de som, capas para iPhone e outros itens. Esse dinheiro arrecadado torna seguro o investimento em um produto de nicho que talvez não traga o retorno esperado, mas deixa os engenheiros orgulhosos e os jogadores com um periférico de qualidade nas mãos. Com os eSports tornando-se uma febre cada vez maior, não há nada mais justo do que isso.

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