Muitas grandes fabricantes de smartphones têm investido na construção e fabricação de seus próprios processadores para tentar entregar melhor desempenho a custos menores. A LG investiu US$ 179 milhões nessa ideia, mas parece que o resultado não foi bem o esperado. O processador NUCLUN, da própria LG, é considerado um verdadeiro fracasso e está estagnando as vendas do primeiro smartphone equipado com ele no mercado, o G3 Screen.

Visualmente, o G3 Screen é basicamente um LG G3 com tela maior, mas o aparelho ganhou muita má fama na Coreia do Sul, onde ele está sendo vendido com exclusividade. O desempenho não é nem um pouco satisfatório para os críticos do dispositivo. Fóruns de discussão acerca do G3 Screen dizem que o processador NUCLUN está uma geração atrás de chips de entrada chineses.

Poderoso no papel

Originalmente, o processador da LG deveria entregar um ótimo desempenho. Ele foi construído a partir da arquitetura big.LITTLE 32-bit da ARM usando quatro núcleos Cortex-A15 de 1,5 GHz e mais quatro Cortex-A7 de 1,2 GHz. Tudo isso combinado deveria entregar poder de processamento similar ao que temos hoje em dia nos chips Exynos top de linha da Samsung e equivalente ao que vemos nos Snapdragon 801 da Qualcomm.

Apesar disso, acredita-se que o problema é o fato de o chip diminuir automaticamente seu clock de acordo com a temperatura do smartphone. Se ele esquenta, o poder de processamento é imediatamente cortado. Se esse realmente for o empecilho, a LG não deve ter ajustado muito bem esses níveis de limitação automática do processador.

Atualmente, o LG G3 Screen é vendido na Coreia do Sul por 200 mil won, o equivalente a R$ 464. Mesmo assim, as operadoras não conseguem acabar com os estoques. 

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