A LG lançou uma boa leva de intermediários no mercado brasileiro em 2015. Tivemos os LG Volt, Prime Plus, Leon e outros. Contudo, um dos modelos do ano passado, o G3 Beat, ainda consegue mostrar um bom desempenho em relação aos novatos da marca. Ele traz especificações medianas e uma ótima câmera para a categoria.

Olhando apenas para os detalhes do G3 Beat no papel, você raramente perceberia que esse modelo é um dos melhores intermediários de baixo custo que a fabricante coreana vende atualmente. Fora isso, o preço dele está ficando cada vez mais baixo, o que tem tornado o aparelho um destaque na relação custo-benefício para o mercado brasileiro.

Contudo, esse smartphone está longe de ser perfeito. Nesta análise, nós detalhamos os pontos fracos e fortes do dispositivo para que você possa decidir se ele vale ou não a pena.

Design

O G3 Beat foi concebido como uma versão mini do G3 tradicional. Por conta disso, a aparência dele lembra muito a do top de linha. Fora o tamanho, eles são praticamente iguais por fora, mas você consegue perceber algumas diferenças sutis. A qualidade do acabamento, entretanto, é praticamente a mesma do smartphone mais poderoso. O conjunto como um todo é realmente agradável aos olhos.

Esse dispositivo também agrada ao tato. O tamanho do corpo, a textura e a curvatura da parte traseira resultam em uma pegada firme e ergonômica. No geral, parece que você está segurando um smartphone bem mais caro do que ele é.

Como todos os modelos atuais da empresa, os botões na parte traseira — junto da câmera — se destacam. Essa é a marca registrada da LG há algum tempo.

Desempenho

Nesse quesito, esse smartphone pode ser considerado um aparelho mediano. Apesar de as especificações correrem paralelamente ao que alguns modelos da concorrência oferecerem, a interface pesada da LG cobra seu preço. Você pode notar alguns momentos de lentidão aqui e ali, mas isso não chega a comprometer o uso. Em nossos testes, ele nunca chegou a travar de verdade.

Se você é um usuário mais casual, que só precisa de apps básicos, navegação web, mensageiros e redes sociais, não vai encontrar nenhum problema significativo nesse smartphone. Até jogos com gráficos medianos rodaram bem, como Leo’s Fortune e Riptide GP2. Confira os benchmarks.

Para a realização desta análise, submetemos o G3 Beat a cinco aplicativos de benchmark. São eles: 3D Mark (Ice Storm Unlimited), AnTuTu Benchmark 5, Basemark X, GFX Bench (T-Rex HD Off Screen e T-Rex HD On Screen) e Vellamo Mobile Benchmark (HTML 5 e Metal).

3D Mark (Ice Storm Unlimited)

O teste Ice Storm Unlimited, do 3D Mark, é utilizado para fazer comparações diretas entre processadores e GPUs. Fatores como resolução do display podem afetar o resultado final. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

AnTuTu Benchmark 5

Um dos aplicativos de benchmark mais conceituados em sua categoria, o AnTuTu Benchmark 5 faz testes de interface, CPU, GPU e memória RAM. Os resultados são somados e geram uma pontuação final. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

Basemark X

O Basemark X tem como foco principal mensurar a qualidade gráfica dos dispositivos. Baseado na engine Unity 4, o app aplica testes de alta densidade, mostrando qual dos aparelhos se sai melhor na execução de jogos. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

GFX Bench (T-Rex HD)

O GFX Bench é voltado para mensurar a qualidade gráfica. Isso inclui itens como estabilidade de desempenho, qualidade de renderização e consumo de energia. Os resultados são revelados em média de frames por segundo (fps). Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

Vellamo Mobile Benchmark

O Vellamo Mobile Benchmark aplica dois testes ao aparelho: HTML5 e Metal. No primeiro deles é avaliado o desempenho do celular no acesso direto à internet via browser. Já no teste Metal, o número final indica a performance do processador. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

Tela

O LG G3 Beat tem um bom tamanho de tela para a categoria. São 5’’ e resolução HD (720p), o que resulta em uma densidade de pixels interessante. Com isso, você não vai ter problemas de pixelização em momento algum. Além do mais, o nível de brilho é bastante alto e melhora as possibilidades de enxergar o que aparece na tela mesmo sob sol forte.

Como se trata de um display IPS, os ângulos de visão são bastante amplos. Você pode colocar o dispositivo na mesa, por exemplo, e conferir o conteúdo na tela de longe sem perceber perda de qualidade. Isso torna o celular mais versátil. A qualidade da reprodução das cores, entretanto, é um ponto negativo. Há pouca saturação, e tudo fica meio esbranquiçado.

Esse problema afeta principalmente elementos em preto e em tons azulados. Contudo, isso não chega a ser comprometedor, ainda mais para um smartphone intermediário. O que pode acontecer de mais grave é você não assistir a seus vídeos com tanta qualidade como seria desejável.

Interface

Na análise do LG Prime Plus, nós comentamos que a LG melhorou bastante o design da interface que aplica sobre o Android. Contudo, como o G3 Beat é de uma geração anterior, que ainda não está no Android Lollipop, muitos dos novos recursos visuais não se fazem presentes. Por isso, é possível notar um aspecto mais quadrado, menos interessante do que vimos em modelos mais atuais.

De qualquer maneira, praticamente todas as opções de personalização que a marca oferece nos modelos com o novo Android também estão nesse aparelho com KitKat. Você pode mudar a organização do app de configurações, é possível personalizar os botões de navegação no fundo da tela e até escolher a cor das pastas de ícones. Muitas dessas possibilidades só são oferecidas por launchers de terceiros.

Contudo, há muitos apps inúteis e repetidos. Todo o pacote Google está presente, e a LG embarca ainda vários games pré-instalados, muitos de baixa qualidade. Você pode remover quase todos e conseguir mais espaço de armazenamento interno, uma vez que, dos 8 GB do aparelho, você fica com apenas 4 GB para usar. O resto é reservado para o sistema.

Câmeras

A câmera traseira do LG G3 Beat é o seu ponto mais forte. Ela consegue fazer boas imagens, com ótima reprodução de cores e foco muito preciso. Boa parte dessa qualidade é conseguida pelo foco a laser que o smartphone tomou emprestado do G3 original. Isso deixa todas as suas capturas muito aguçadas. É possível notar vários detalhes nas fotos mesmo quando você não se esforça para manter o aparelho estável na hora de fotografar.

O software da câmera é outro diferencial. Ele é bem simples e permite fazer capturas de duas formas: com um botão dedicado ou apenas tocando em qualquer parte da tela. Nessa segunda opção — que é mais prática —, você consegue melhores resultados, uma vez que o foco é sempre ajustado para a área em que você tocou.

Com pouca luz, as imagens não ficam tão boas, mas a perda de qualidade não é tão grande como em outros modelos da própria LG. Galaxy Win 2 e Moto G 2014 são exemplos de concorrentes que perdem mais qualidades na hora de fazer fotos noturnas.

A câmera frontal é bem fraca. Ela tem apenas 1,3 MP e não faz boas imagens nem mesmo em ótimas condições de iluminação. O foco nunca fica certo, e você raramente consegue uma imagem sem ao menos um pouquinho de granulação. Só serve mesmo para videochamadas.

Bateria

A bateria do G3 Beat é um de seus pontos fracos, já que tem um desempenho incomum. Para uso diário, ela consegue se sair bem, chegando ao fim do dia sempre com alguma carga sobrando. Contudo, em atividades mais exigentes, ela não consegue se comportar da mesma forma. A perda de carga acontece muito mais rápido do que o esperado. Chega a ser um tanto estranho.

O tempo de standby, ou em espera, entretanto, é bom. Você pode deixá-lo desconectado durante a noite e perder menos de 10% da carga enquanto dorme. O problema mesmo é se você ouvir muita música, jogar games ou realizar outras tarefas mais pesadas.

Em um teste mais metódico, nós conseguimos acabar com toda a bateria do G3 Beat em 2 horas e 57 minutos de execução de vídeo, isso com a tela com brilho no máximo e WiFi ligado. A maioria dos concorrentes consegue quatro horas ou mais. O Moto G 2014, por exemplo, marcou 5 horas no mesmo teste. O LG Prime Plus ficou com na mesma marca do aparelho da Motorola.

Vale a pena?

O LG G3 Beat ainda é um bom negócio apesar de ser um intermediário do ano passado. Ele não traz especificações poderosas, mas elas são o suficiente para usuários que não jogam games mais avançados. Esse modelo é também uma das melhores opções entre os intermediários para quem gosta de fazer muitas fotos.

A bateria e o fato de ele ainda estar no KitKat são os grandes contras do G3 Beat. Outros intermediários da própria LG, como o Prime Plus e o Volt, já saem de fábrica com o Android Lollipop. A diferença é que a câmera do G3 Beat é consideravelmente melhor, em parte por causa do foco a laser.

O preço também é um tanto atraente. Apesar de alguns lugares ainda venderem esse smartphone por mais de R$ 1 mil, é fácil encontrá-lo por até de R$ 700 na web. Nessa situação, ele fica praticamente no mesmo preço do atual Moto G de segunda geração. O G3 Beat ganha na qualidade das fotos, mas perde em software, desempenho e bateria para o aparelho da Motorola.

Levando tudo isso em conta, o G3 Beat pode ser considerado um smartphone intermediário regular. Ele tem um preço atraente, um design bonito e uma ótima câmera para a sua categoria. Vale notar também que o LG G4 Beat já foi anunciado pela marca, mas ele seré muito mais caro que seu antecessor. Mesmo assim, se você está mesmo atrás de um celular que faz boas fotos e não quer pagar muito, vale a pena fazer a compra.

O smartphone LG G3 Beat pode ser adquirido na loja Cissa Magazine.

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