JD Howard, executivo da Lenovo. (Fonte da imagem: Reprodução/Kristn)

Recentemente, a Lenovo comprou a divisão mobile da Motorola que antes era da Google, em uma negociação que movimentou quase US$ 3 bilhões (quase R$ 7 bilhões) — clique aqui para conferir mais sobre o assunto. Com isso, foi possível concluir que a companhia chinesa passou a focar seus esforços no segmento de aparelhos móveis, como smartphones e tablets.

A novidade é o fato de que JD Howard, vice-presidente da divisão de internet mobile da Lenovo, cedeu algumas informações que explicam melhor a compra da Motorola Mobile. Em primeiro lugar, é necessário explicar que a companhia está trabalhando em um sistema chamado de “engatinhar, andar e correr”, de modo que ela está explorando aos poucos o alcance de seus produtos.

Trabalho separado em três partes

De acordo com Howard, o primeiro passo foi entrar no mercado de smartphones da China, atividade no qual a Lenovo foi bem-sucedida. Em apenas 24 meses, foi possível aumentar a presença da companhia de maneira bastante considerável, fazendo com que os números passassem de 0,1% para 13,1%.

Até agora, o sucesso da empresa chinesa tem três pilares principais. O primeiro deles é a oferta de produtos de qualidade e um tanto diferentes daqueles oferecidos pela concorrência, atraindo uma boa quantidade de compradores. O segundo é o fato de que a Lenovo é uma marca respeitada por conta do seu histórico com PCs, o que passa confiança e atrai as pessoas.

Por último, mas não menos importante, Howard cita as parcerias firmadas pela sua empresa — sempre frisando que o foco está em qualidade e não na quantidade de parceiros. Dessa maneira, a Lenovo é capaz de trabalhar com companhias que conhecem melhor o mercado em que ela tenta se inserir, algo que já gerou resultados positivos na América Latina e na Ásia, por exemplo.

Aparecendo para o mundo inteiro

Acontece que, em um primeiro momento, a Lenovo investiu predominantemente em aparelhos de entrada, se assustando com a demanda por dispositivos de desempenho médio e alto. Por conta disso, a sua presença em certas regiões é tão marcante, principalmente em mercados já minimamente consolidados — o próprio Brasil pode ser um exemplo disso.

A Lenovo vai reintroduzir a Motorola em certos países, utilizando o peso que esta marca já tem e trabalhando com os três pilares citados anteriormente. Sendo assim, a empresa chinesa espera entrar na sua fase de “correr”, alcançando uma presença maior dentro do mercado global de aparelhos mobile. No entanto, somente o tempo vai dizer se esses planos vão ser bem-sucedidos.

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