O longa-metragem norte-americano e independente "Tangerine", filmado unicamente com a câmera traseira de iPhones em vez de caros equipamentos cinematográficos, está conquistando a opinião da crítica. O filme acaba de estrear em salas comerciais dos Estados Unidos e, depois de passar pelo Festival de Sundance, não para de acumular elogios.

O filme se passa em Hollywood durante uma véspera de Natal e conta a história de duas prostitutas transsexuais que procuram por um rapaz que traiu uma delas. Confira aqui mais detalhes sobre a produção e o processo de filmagem.

Na verdade, o diretor Sean Baker não filmou tudo apenas apontando o celular na direção dos atores. Além de lentes especiais e o aplicativo Filmic Pro para controles técnicos especiais, ele adquiriu o protótipo de um adaptador que se conecta à lente do celular e dá ao conteúdo filmado um estilo mais cinematográfico. Na pós-produção, as cores foram aprimoradas e o visual fica bastante saturado e cheio de grãos, quase uma caricatura de Hollywood. Ainda assim, o equipamento "base" é o smartphone da Apple.

Foram utilizados dois iPhone 5S para gravação. Um suporte para a mão (o Smoothee) foi comprado para garantir um enquadramento estável e, quando era necessário mover a câmera de maneira fluida na horizontal, o diretor andou de bicicleta pelo cenário apontando o dispositivo para a cena.

Antes de partir para o "Luz, câmera, ação!", Baker estudou curta-metragens gravados com o iPhone e passou horas assistindo a vídeos no Vimeo. Em seu filme de estreia, Baker usou uma câmera digital da Sony com lentes especiais para criar um estilo "anos 70". Para "Tangerine", ele utilizou somente US$ 120 mil como orçamento total. O filme não tem previsão para ser lançado no Brasil.

É curioso notar como o "preconceito" contra fotos tiradas no celular, mesmo para uso profissional, está cada vez menor: uma foto de iPhone até já foi capa de revista nos EUA.

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