(Fonte da imagem: Reprodução/Phone Arena)

Embora hoje todos saibamos o papel inovador que o primeiro iPhone teve quando foi lançado em 2007, esse era um ponto que não era tão evidente na época. Exceto para duas pessoas: Steve Jobs e um executivo japonês bem menos famoso, Masayoshi Son, líder da operadora nipônica SoftBank – a mesma que adquiriu recentemente a terceira maior portadora norte-americana, a Sprint, pela assombrosa quantia de US$ 21,6 bilhões.

O sucesso de Son, que ainda não tinha sua companhia há cerca de 9 anos, se deve em boa parte a dois fatores: sua confiança na Apple e em Steve Jobs (a quem ele se refere como o Leonardo Da Vinci da tecnologia) e à necessidade de um novo tipo de dispositivo na época. Tudo começou quando, em 2005, o japonês voou até Cupertino para dar a ideia de um aparelho similar a um iPhone para o chefe da companhia da Maçã.

“Eu levei meu pequeno desenho de um iPod com capacidade de celular, dei para ele e Steve disse: ‘Masa, não me dê seu desenho. Eu já tenho o meu próprio’”, afirmou ele durante uma entrevista com o PBS. “Então eu disse ‘bem, não preciso te dar meu papel sujo, mas quando você tiver seu próprio produto, me dê para o Japão’. E ele respondeu ‘Masa, você é louco’”.

Ganhando o dia

(Fonte da imagem: Reprodução/BOL)

Segundo o relato do executivo, Jobs então prometeu que, por ter sido o primeiro a falar sobre o assunto, Son receberia os direitos exclusivos ao iPhone. Quando o japonês pediu um acordo por escrito para confirmar a promessa, o líder da Apple teria negado, afirmando que isso não era possível porque o nipônico ainda nem tinha uma operadora. “Bom, então você me prometeu, Steve. Me deu sua palavra. Eu vou trazer uma operadora ao Japão”, afirmou Masa.

Bastaram então apenas alguns meses para que Masayoshi Son desembolsasse US$ 15 bilhões para comprar a unidade japonesa do Grupo Vodafone, em 2006, e estabelecesse a terceira maior portadora móvel da Terra do Sol Nascente. Depois disso, a história já é conhecida de todos: a SoftBank recebeu direitos exclusivos para a venda do iPhone no Japão e aumentou consideravelmente sua fatia de mercado no país.

A companhia de Son atingiu o mercado internacional com a aquisição da Sprint, mas agora ele tem a ambição de realizar uma fusão da operadora norte-americana com uma de suas concorrentes, a T-Mobile. Caso seja bem-sucedido, o projeto daria origem a uma terceira competidora de peso para disputar o mercado dos Estados Unidos com o duopólio da Verizon e AT&T e aqueceria a competição de velocidades de web nos EUA.

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