(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

Quando o rumor de que a Foxconn de Jundiaí produziria o iPhone 4 surgiu, muitas pessoas ficaram animadas – supondo que o preço do gadget reduziria. No início deste mês, tweets de Eike Batista reforçaram a possibilidade de uma queda no valor de venda do smartphone da Apple.

Todavia, até o momento não estamos vendo essa baixa nos preços do aparelho da Maçã. De acordo com uma publicação do IDG Now, os primeiros dispositivos produzidos no interior de São Paulo já estão nos estoques da Apple. Porém, a quarta geração do iPhone ainda é vendido pelo mesmo preço na loja virtual da empresa. Por exemplo, o celular com 8 GB de memória interna ainda sai por R$ 1.799 – podendo ser parcelado em até 12 vezes no cartão de crédito.

Segundo o informativo, nenhuma das responsáveis pelo aparelho (Foxconn e Apple) se pronunciaram sobre os motivos de o iPhone brasileiro, sendo fabricado em terras tupiniquins com incentivos fiscais do governo, custar a mesma coisa que os dispositivos importados.

“A decisão de preço é da empresa e o governo não tem nenhum controle sobre essas questões”, comentou Vírgilio Augusto Fernandes Almeida, secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Acredito que não chegaram ainda a um preço diferenciado pela falta de escala”, complementou ele.

A culpa é de quem?

Conforme o IDG Now, para o advogado tributarista Bruno Henrique Coutinho de Aguiar, o responsável pela não diminuição do preço do iPhone é o chamado “Custo Brasil” – conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem os investimentos no país. “A redução de tributos não é a única variável a ser considerada”, disse o jurista.

De acordo com o tributarista, a mão de obra com alta carga de impostos trabalhistas e os gastos de manutenção da fábrica também têm forte impacto no preço final desse tipo de eletrônico. Além disso, algumas peças utilizadas no smartphone da Maçã precisam ser importadas, o que acaba encarecendo o custo de fabricação.

Apesar de não agradar o bolso dos consumidores, Aguiar afirma que a produção do iPhone é boa para a nação. “A montagem local gera emprego para o País, renda e transferência de tecnologia”, finaliza o advogado.

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