O lançamento do iPhone SE pela Apple foi considerado controverso pelo fato de a empresa reutilizar o design de um aparelho antigo com novos componentes internos, mas muitas pessoas gostaram da ideia de ter um smartphone pequeno e poderoso nas mãos. Por isso, já tem gente querendo trazer o tal dispositivo dos EUA para o Brasil, mas será que ele vai funcionar aqui?

A questão é que os modelos desbloqueados vendidos pela Apple e pela maioria das operadoras norte-americanas não possuem a Banda 7 do 4G LTE brasileiro. Eles são identificados pela Maçã como A1662 e foram desenvolvidos especialmente para o mercado norte-americano.

Por isso, você tem que procurar na Apple Retail Store o modelo A1723, que é dedicado à operadora Sprint nos EUA, o qual conta com Banda 7 (2.600 MHz), compatível com a maioria das operadoras brasileiras.

Contudo, existe mais um “porém”. Para conseguir o tal modelo, você precisa comprar a versão desbloqueada da operada Spint pagando o preço cheio (Full Price) e recusar a oferta do chip SIM que será oferecido. Fique atento porque, se você pedir apenas a versão desbloqueada (unlocked), o pessoal da loja da Apple vai lhe vender o modelo não atrelado à operadora Spint, que não funcionaria por aqui.

Mas eu nem preciso de 4G…

Vale destacar, entretanto, que todos os modelos funcionam com a rede 3G nacional, mas você não deve achar que isso é suficiente, caso não tenha um plano 4G ou a tecnologia não esteja disponível na sua região.

Isso porque a diferença de velocidade de conexão é muito grande e, em um ou dois anos, quando você quiser vender seu aparelho, será difícil encontrar alguém que o compre se a rede 4G não for compatível. Afinal, até lá, haverá muitos iPhones SE à venda por aí, e todos terão compatibilidade com o nosso 4G.

Portanto, se estiver indo aos EUA e quiser um iPhone SE, procure pelo modelo “full price unlocked” da Spint. Não se esqueça de conferir, entretanto, todas as bandas presentes e o número do modelo para não sair com o smartphone errado. Nos iPhones 6s e 6s Plus, essa dificuldade não aparece, uma vez que os modelos desbloqueados dos Estados Unidos possuem as bandas de frequência do nosso 4G.

Obs.: essa é uma solução que funciona em teoria, e ainda não tivemos a confirmação de uma pessoa que fez a compra e testou em campo. Como a Sprint ainda usa parte da sua rede em CDMA, e todas as brasileiras estão no GSM, podem haver problemas. Por isso, é melhor esperar um pouco.

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