Historicamente, a Apple pode não ser exatamente a primeira a aplicar novas tecnologias a seus celulares, mas é quase certo que, quando ela resolve integrar um recurso adicional aos seus aparelhos, tal funcionalidade acaba se tornando tendência no mercado. É exatamente por conta dessa influência da Empresa da Maçã sobre o público – e, claro, também sobre a indústria como um todo – que o iPhone 8 pode estar causando alguns “probleminhas” para seus concorrentes, mesmo que ele ainda nem tenha sido anunciado oficialmente.

O que exatamente pode estar fazendo com que a próxima criação de Cupertino já esteja deixando a sua marca e, simultaneamente, tirando o sono de outros competidores do segmento mobile? A resposta é simples: o rumor fortíssimo de que esse aparelho vai ostentar os bastante badalados displays OLED. Ainda que a Samsung utilize esses painéis há um bom tempo em seus dispositivos mais luxuosos, parece que é só com o aval da Apple para o componente que os outros players do setor resolveram se atentar para o recurso.

Não faltam renders na web que tentam adivinhar a forma do novo iPhone 8

Qual é o problema disso? Bem, muitos dos fabricantes de smartphones estão preocupados com o fato de a companhia comandada por Tim Cook simplesmente tomar para si boa parte da produção global dessas telas e não deixar mais do que migalhas para as outras marcas. Acredite, as chances de isso acontecer são bem reais. De acordo com fontes anônimas próximas à indústria, diversas empresas chinesas já começaram a correr atrás de fornecedores menores desse tipo de hardware, mas estão se deparando com um cenário desfavorável.

A expectativa é de que nem os sul-coreanos consigam dar conta da 'fome' da Apple pelo OLED

Isso porque a demanda por painéis OLED de tamanho pequeno e médio está crescendo em uma escala que a produção, aparentemente, não consegue acompanhar. Rápida em assegurar o seu acervo de telas, a Apple contratou a própria Samsung como a sua principal produtora desses novos displays, garantindo que a fabricação do iPhone 8 ocorra sem engasgos. No futuro, porém, esse cenário pode mudar, já que a expectativa é de que nem os sul-coreanos consigam dar conta da “fome” da Maçã por esses itens.

As dores do crescimento

A leva de rumores trazida pelas fontes do DigiTimes não param por aí, já que o periódico chinês reforça mais uma vez que poderemos ver o lançamento de três celulares da Apple em 2017: um iPhone 8 com tela OLED e dois iPhones 7s com tela LCD. Essa diversificação por parte da companhia parece ser uma tentativa de lidar com a produção cada vez mais apertada de painéis LCD. Além de a demanda por esse hardware estar subindo, a perspectiva é que o mercado passe definitivamente de modelos de 5” para um padrão de 5,5” ou 5,7”.

O crescimento da indústria mobile parece estar causando uma escassez generalizada

Por fim, o crescimento da indústria mobile como um todo parece estar causando uma escassez generalizada em alguns componentes. Além dos displays, os componentes que mais estão com peças contadas no setor são os disputadíssimos módulos de memória e os sensores óticos para smartphones. Aparentemente, mais uma vez é a ampliação das marcas chinesas nessa área que faz com que a balança entre fornecedores e fabricantes fique bastante desequilibrada em diversos momentos.