Enquanto, para alguns, a Apple e seus celulares da linha iPhone representam ícones do capitalismo atual, a China ainda preserva aquela imagem da velha república socialista, fazendo que a relação entre ambos pareça bem controversa. Porém, a realidade é que o “namoro” entre as duas partes é mais do que sério. Basta ver que em apenas seis horas os consumidores chineses fizeram a reserva de duas milhões de unidades dos novos iPhones.

Ainda que, oficialmente, as pré-vendas na China só comecem no dia 10 de outubro, três das principais operadoras de telefonia móvel no país – China Mobile, China Unicom e China Telecom – organizaram eventos ontem (1°) para que o público pudesse fazer a reserva dos novos aparelhos da Apple.

A força dos números

Mesmo a China sendo o maior mercado de aparelhos móveis do mundo, com 1,2 bilhão de assinantes de serviços mobile, os números ainda assim surpreendem. Para efeito de comparação, a pré-venda inicial feita pela própria Apple em nove países – incluindo Estados Unidos e Reino Unido – alcançou a marca de mais de 4 milhões de unidades vendidas em um período de 24 horas.

Relatórios iniciais das reservas mostram dados interessantes, como o fato de que os consumidores chineses não estão interessados nos modelos mais básicos dos smartphones. A maioria dos pedidos contempla os modelos de 64 Gb do iPhone 6 e do iPhone 6 Plus, que custarão no país por volta de R$ 2,5 mil. É esperado que a versão com tela de 5,5 polegadas faça bastante sucesso no país, já que os dispositivos com telas grandes são bastante populares entre a população.

A quantidade de reservas deve aumentar ainda mais durante o próximo fim de semana, quando o público poderá fazer pedidos no site da Apple e em outras operadoras ou lojas chinesas. A China não pôde participar do lançamento inicial dos novos celulares da Apple por causa de alguns atrasos na aprovação por parte do governo chinês, mas os aparelhos estão programados para chegar às lojas no dia 17 de outubro.

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