Esqueça tudo o que você leu com relação ao iPhone 5 ser praticamente igual ao modelo anterior. Basta segurar os dois últimos modelos lado a lado para perceber, de imediato, duas diferenças fundamentais: a primeira delas é o peso, já que ele é cerca de 20% mais leve do que a versão 4S.

Já a segunda diferença importante fica por conta do tamanho da tela. Aumentá-la era necessário e essa já havia se tornado uma reclamação antiga dos consumidores dos smartphones da Apple. Se em um primeiro momento a ideia de apenas “esticar” a tela na vertical parecia pouco, basta usar o produto por alguns instantes para perceber o quão natural foi a mudança.

Mas, afinal, vale a pena comprar o iPhone 5? As novas funcionalidades são mesmo suficientes para justificar que você faça um upgrade no seu aparelho? E, por fim, se compararmos o smartphone da Apple com o seu principal concorrente, o Samsung Galaxy S3, quem leva a melhor?

Aprovado

Mesmo design, com poucas mudanças

Historicamente, a Apple utiliza uma geração para evolução de hardware e design e outra para evolução de software, e isso não acontece por acaso. Nos Estados Unidos, a maioria dos aparelhos são vendidos vinculados a planos de dois anos e, por conta disso, não há muito interesse por parte dos consumidores em trocar de aparelho durante esse período.

No caso do iPhone 5, a grande mudança esperada era em termos de design e hardware. Entretanto, no que diz respeito ao visual, o aparelho não mudou muita coisa. Nas laterais o acabamento foi aperfeiçoado, tornando-o mais resistente a quedas e evitando que o vidro possa tricar com facilidade.

O conector dos fones de ouvido passou da parte de cima para a parte de baixo e, onde antes havia uma entrada de 30 pinos e pequenos speakers, agora vemos uma reduzida entrada de oito pinos e speakers maiores.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

A mudança mais significativa está na parte traseira, que perdeu a tampa de vidro para ganhar linhas retas em alumínio escovado. A eliminação do vidro serviu para deixar o iPhone 5 mais leve, mas por outro lado a parte traseira parece mais propensa a riscos e arranhões, conforme já foi constatado por muitos usuários em diversos fóruns.

A leveza do aparelho (o iPhone 5 é 20% mais leve do que o iPhone 4S) também contribui para que se tenha a impressão de que ele é mais frágil. Porém, acredite: é só impressão. Na prática, o design continua sendo tão eficiente quanto o da versão anterior, não havendo necessidade de mexer em um aspecto considerado satisfatório pela maioria dos consumidores.

Mais leve e mais fino

Quando o iPhone 5 chegou à redação do Tecmundo, todos os redatores queriam vê-lo para conferir de perto o visual do novo produto. Independente de ser fã da marca ou não, uma reação foi unânime: todos notaram que o aparelho está muito leve. De fato, essa é uma característica marcante no novo aparelho.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

O iPhone 4S pesava 140 gramas e o iPhone 5 pesa 112 gramas. A diferença pode parecer pequena numericamente, mas não é preciso fazer muito esforço para constatar que esse é um grande diferencial para quem carrega o produto no seu bolso no dia a dia.

Além disso, a espessura também foi reduzida em quase 2 milímetros, passando de 9,3 para 7,6 milímetros, característica que também contribuiu para a redução de peso. Se pensarmos de maneira hipotética, a diminuição no peso poderia ser ainda maior caso o aparelho tivesse mantido o mesmo tamanho de tela.

Mais polegadas e novo aspecto de tela

A 0,5 polegada a mais do iPhone 5 trouxe outra novidade para o produto. Se você analisar o aparelho segurando-o na posição horizontal, como se estivesse assistindo a um vídeo, vai perceber que o aspecto de tela também mudou: ele passou de 16:10  para 16:9 (widescreen).

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Com isso, caso você vá assistir a algum filme no seu smartphone, não haverá nenhum tipo de ajuste, sendo preservado o aspecto de tela original. Anteriormente, a consequência da adaptação era a aparição de pequenas tarjas pretas na parte superior ou nas laterais.

Já em se tratando da utilização convencional do aparelho, o novo formato de tela permitiu mais uma linha de apps – eram cinco e agora são seis. O tamanho se mostra ideal, permitindo o alcance do polegar em qualquer uma de suas extremidades sem que isso prejudique a pegada do aparelho, ponto ergonômico que apontamos como negativo na análise do Samsung Galaxy S3.

Fones de ouvido e qualidade sonora

Os fones de ouvido que acompanham o iPhone 5 são fantásticos e escutar as suas músicas preferidas com eles certamente será uma experiência diferenciada. Calma, não estamos falando que este é o melhor acessório do gênero já lançado até hoje, mas certamente é, de longe, o melhor fone de ouvido entre aqueles que acompanham os smartphones.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

O grande diferencial está no seu design, fruto de três anos de estudo. Ele foi desenhado para se encaixar perfeitamente nos ouvidos de qualquer pessoa. Não bastasse a forma anatômica, a disposição das saídas de som – no bico e na lateral do fone – também contribui para que o som se propague de uma maneira mais uniforme.

É possível, por exemplo, perceber com maior clareza a distinção entre graves e agudos, mesmo utilizando o fone de ouvido em outro aparelho. Além desse fator, a qualidade sonora do iPhone 5 também foi aprimorada. Entretanto, trata-se de uma melhoria natural e que não chega a impressionar.

Da mesma forma, o som propagado pelos alto-falantes, agora mais destacados na parte inferior do aparelho, se mostra mais claro. Contudo, ao segurar o iPhone na posição horizontal, como no caso de jogos, as mão tampam os alto-falantes, deixando o som abafado. Nesse caso, é recomendável usar fones de ouvido.

Hardware e desempenho

O iPhone 5 tem processador dual-core de 1,2 GHz e 1 GB de RAM, enquanto o Galaxy S3 tem processador quad-core de 1,4 GHz e os mesmos 1 GB de RAM. Pelas configurações, você pode até imaginar que o iPhone 5 é consideravelmente inferior ao aparelho da Samsung, mas na prática não é bem isso o que acontece.

GLBenchmark 2.5 - Fill Test e Triangle Texture Test (Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)

Em todos os testes de benchmark que realizamos o desempenho do iPhone 5 foi superior, mas não muito. A diferença entre eles está em torno de 10%, não mais do que isso. Se ignorarmos os números e levarmos em consideração a análise prática, colocando lado a lado os aparelhos para desempenhar as mesmas tarefas, o desempenho é similar, mas o iPhone leva uma ligeira vantagem.

Isso acontece porque, por mais que o Samsung Galaxy S3 tenha um processador com mais núcleos, tanto o sistema operacional quanto os seus aplicativos não foram desenhados para usar ao máximo essas características. Dessa forma, mesmo com o aparelho da Samsung tendo um potencial maior, a arquitetura do iPhone 5 acaba se sobressaindo.

Triangle Texture Test: Fragment Lit e Triangle Texture Test: Vertex Lit (Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)

Reproduzimos alguns testes de benchmark usando o GLBenchmark 2.5 e os nossos resultados foram similares aos obtidos pelo site AnandTech, com pequenas variações. Em termos de performance gráfica, em praticamente todos os testes o iPhone 5 se saiu melhor do que a versão do Galaxy S3 comercializada no Brasil, com processador quad-core Exynos 4412 de 1,4 GHz.

A versão Jelly Bean do Android pode fazer com que a vantagem do iOS para o Android diminua, mas esse já é um campo especulativo. Na comparação de desempenho entre os sistemas operacionais embarcados nos aparelhos nas configurações de fábrica, a vitória ao menos neste momento é do produto da Apple.

Egypt HD e Egypt Classic (Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)

Bateria

Mesmo estando mais fino e com uma tela maior, a bateria do iPhone 5 consegue ter um desempenho um pouco melhor do que a sua versão anterior. Em termos técnicos as especificações são muito próximas: a bateria do iPhone 4S tem 1.432 mAh e a do iPhone 5 tem 1.440 mAh.

Contudo, uma das características da arquitetura do novo chip A6 é a sua capacidade de gerenciar melhor o consumo interno dos demais componentes, tarefa auxiliada pelo iOS 6. Dessa forma, é possível gerar basicamente a mesma potência que o modelo da versão anterior, mas desempenhar um maior número de processos.

A durabilidade da bateria é suficiente para um dia de uso convencional, com o Wi-Fi e o 3G ativados para acesso à internet, redes sociais e email. Em nossos testes, comparamos o iPhone 5 com o Galaxy S3, e o desempenho do smartphone da Apple, nesse quesito, foi levemente superior.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Durante 45 minutos de exibição de um vídeo do YouTube, em tela cheia e no modo de economia de energia para ambos os aparelhos, o iPhone 5 consumiu 8% de sua bateria enquanto o Galaxy S3 gastou 10%. Essa eficiência no consumo fica ainda mais evidente se levarmos em consideração que a bateria do Galaxy S3 é de 2.100 mAh.

Vale ressaltar que o aparelho da Samsung tem recursos habilitados, como o NFC, que não estão presentes no iPhone 5. Entretanto, a arquitetura do chip da Apple, construído especificamente para um único produto, pesa como um diferencial contra um chip que, eventualmente, pode ter a sua arquitetura reaproveitada em outros aparelhos.

Câmera

Um dos grandes atrativos da câmera do iPhone 5 é a possibilidade de se fazer fotos panorâmicas de maneira simples, graças à função Panorama - melhoria do iOS 6.  O resultado final das imagens trabalhadas lançando mão deste efeito impressiona pela qualidade e qualquer um pode, sem dificuldade, conseguir imagens satisfatórias.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Idêntica à do iPhone 4S mas mais fina, a câmera de 8 megapixels do iPhone 5  oferece um modo novo para ambientes com pouca luminosidade e, combinada com o processador A6, resulta em imagens com um balanço de cores mais afinado. Nada muito excepcional, apenas um refinamento em um componente que já era eficiente.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

No comparativo acima, você confere imagens capturadas com os smartphones Samsung Galaxy S3, iPhone 5, iPhone 4S e iPhone 4. Na foto, fica evidente entre os smartphones da Apple a evolução, ainda que sutil, em especial no que diz respeito às nuances de cores, cada vez mais aprimoradas.

Fique ligado! Na próxima semana vamos publicar uma análise detalhada da nova câmera do iPhone 5.

Conector Lightning

O antigo conector de 30 pinos da Apple deu lugar ao Lightning, um dispositivo com apenas oito pinos e bastante similar a um microUSB. Em termos de funcionalidades, na prática não há nenhuma diferença para o consumidor. O melhor diferencial nesse caso é mesmo o tamanho menor do plug.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Diferente do que acontecia no conector de 30 pinos, o encaixe do Lightning no aparelho é mais preciso e firme. Além disso, a ponta do conector é magnetizada, o que garante que somente o perfeito encaixe possa manter o aparelho conectado a outra fonte. Além disso, o conector não tem um lado certo, sendo possível conectá-lo de qualquer uma das formas.

iOS 6: o lado bom

A atualização do iOS 6 não é uma exclusividade do iPhone 5, mas para quem compra um aparelho novo não há como deixar de desvincular uma coisa da outra. Em linhas gerais não há muitas novidades marcantes (embora a Apple liste mais de 200 melhorias), mas dois pontos positivos podem ser destacados.

O primeiro deles é a integração de praticamente qualquer ferramenta do smartphone com as redes sociais. Enviar uma foto por email ou até mesmo compartilhar no Twitter e no Facebook informações sobre a previsão do tempo ficou muito mais fácil e bastam poucos toques na tela para executar essa função.

iPhone 5 (à esquerda) e iPhone 4S. (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Para quem fala inglês, o assistente pessoal Siri se mostra muito mais aperfeiçoado, encontrando informações com muito mais facilidade. É possível exibir com facilidade, por exemplo, o trailer de um filme apenas fazendo um pedido ao aparelho, função que dispensa toques na tela ou mesmo a digitação de qualquer termo.

Fique ligado! Na próxima semana vamos publicar uma análise detalhada do iOS 6.

Reprovado

Mais propenso a riscos e arranhões

O novo design do iPhone 5, com a tampa traseira construída em alumínio, permitiu que o aparelho ficasse mais leve. Entretanto, essa característica pode ocasionar outro problema em longo prazo: o aparelho está mais suscetível a riscos e arranhões em sua parte externa.

O problema foi levantado por muitos consumidores em fóruns na internet e até mesmo a Apple confirmou que incidentes como esse infelizmente podem acontecer. Não se trata de menor resistência, uma vez que o novo iPhone é menos propenso a estragos em função de quedas, mas sim do aspecto visual.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

O aparelho na cor preta é o que mais sofre com esse aspecto. Mesmo um risco pequeno já é o suficiente para que o consumidor perceba uma espécie de desgaste no aparelho. Ou seja, você terá que ser um pouco mais cuidadoso no manuseio do produto ou então utilizar uma capa protetora, situação que recomendamos. Além disso, não é recomendável deixar o produto no mesmo bolso do que o das chaves.

iOS 6: o lado ruim

Há quem diga que o SO mobile da Apple está defasado, uma vez que não há mudanças significativas no seu visual desde o lançamento da primeira versão. Porém, esse não chega a ser um problema exatamente, considerando que ele é estável e executa muito bem as suas tarefas.

Contudo, o maior desapontamento com o SO nesse caso ficou por conta da adoção do Mapas, criado pela própria Apple, e a exclusão do Google Maps. A ferramenta da concorrente é consideravelmente superior, mais rápida e mais bem integrada aos demais serviços. Tirar essa possibilidade do consumidor, oferecendo um serviço de qualidade bastante inferior, certamente não foi uma boa escolha.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Outro ponto que pesa contra o produto, mas não deve afetar diretamente o consumidor brasileiro, é a utilização do Passbook em vez da tecnologia NFC. Mais uma vez, a Apple está tentando impor a sua tecnologia ao consumidor, em detrimento do já existente e mais bem aceito NFC. Enquanto as outras empresas apostam no chip como diferencial, a Apple busca via software implantar um sistema eficiente de pagamentos via celular.

Vale a pena?

Não importa qual é o seu lado na batalha entre iOS e Android. Não há como negar que o iPhone 5 é um dos melhores smartphones disponíveis no mercado atualmente. Sua evolução parece ter sido natural e a maior parte das decepções dos consumidores diz respeito muito mais às expectativas criadas em torno do produto do que sobre as suas funcionalidades.

Mais leve, mais fino e com uma bateria de ótima durabilidade, o smartphone não deixa na mão o seu consumidor em nenhuma das suas características no que diz respeito à hardware e design. A adoção do alumínio como material de proteção na parte traseira oferece mais resistência ao aparelho, mas traz como consequência o fato de que agora o menor risco se torna mais perceptível na carcaça.

(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

A tela maior se adapta muito bem ao estilo do iOS e a ampliação em 0,5 polegada corrige uma das principais insatisfações apontadas pelos consumidores. Em termos de desempenho, o iPhone 5 ainda triunfa sobre os seus concorrentes não pelo hardware, mas sim pela forma como consegue otimizar o seu software para funcionar de forma plena, extraindo o máximo do processador.

A Apple deve continuar à frente dos seus concorrentes por mais uma geração em termos de mercado. O iPhone 5 não decepciona e basta conferir o produto de perto para chegar a essa conclusão. Se você já possui um iPhone 4S, trocá-lo apenas para ter a versão mais nova do aparelho não é fundamental. Contudo, se você está disposto a investir em um produto top de linha, certamente vale a pena incluir o iPhone 5 na sua lista de desejos.

Outra menção que não podemos deixar de lado é o elogiado 4G, disponível nos EUA. Para os usuários brasileiros, o aparelho é incompatível com a tecnologia. Isso seria um problema caso ela já estivesse disponível por aqui, o que não é o caso. Como ela deve desembarcar pra valer no Brasil apenas no início de 2014, até que isso aconteça a Apple já terá lançado outra versão do iPhone. Ou seja, esse "problema" só será sentido na prática daqui um ano e meio.

Em termos de preço, o aparelho deve chegar ao mercado brasileiro pelo mesmo valor da versão atual, ou seja, a partir de R$ 1.999 (versão de 16 GB). Isso coloca o produto por um valor cerca de R$ 200 mais caro em relação ao Galaxy S3, fator que pode pesar na hora da escolha do consumidor.      

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