Criar uma novidade extremamente útil pode transformar a vida do inventor – e até da população mundial. O que seria de nós se Thomas Edison não tivesse inventado a lâmpada, por exemplo? Ou se Graham Bell não tivesse desenvolvido o telefone? Essas e outras invenções ajudaram a moldar o mundo como ele é hoje em dia.

Mas nem sempre as invenções são coisas boas. Armas e equipamentos de tortura, por exemplo, vieram de mentes por vezes geniais com “bons” intuitos, mas são usados de maneira descontrolada. Inúmeras outras invenções sem sentido também ganham usuários mundo afora: o que dizer do pau de selfie, que virou febre no último verão?

Porém, algumas pessoas se arrependem do que criaram. E tem até gênio na lista, viu? Confira abaixo 7 invenções que deixaram seus criadores envergonhados:

1. J. Robert Oppenheimer e Albert Einstein – Bomba atômica

O desenvolvimento da bomba atômica por Oppenheimer só foi possível por conta dos estudos de Einstein. Porém, ambos deram declarações contrárias ao seu uso. “Eu não tenho remorso de ter fabricado a bomba atômica”, disse Oppenheimer. “Mas tenho a sensação de que ela não foi usada corretamente. Nosso governo deveria ter sido mais claro ao mundo e ao Japão sobre o que a bomba queria dizer”, continuou. Já Einstein foi mais categórico. Ele disse ter se arrependido de incentivar as pesquisas em torno da bomba atômica e que só fez isso por achar que os alemães já estavam desenvolvendo o armamento.

Destruição de Hiroshima pela bomba atômica completa 70 anos em 2015

2. Mikhail Kalashnikov – AK-47

Uma das armas mais eficazes do mundo, a AK-47 é um fuzil semiautomático desenvolvido pelo militar russo Kalashnikov em 1947. Com custo barato de fabricação, a arma se difundiu rapidamente pelos vários cantos do mundo, sendo até hoje usada em guerrilhas e milícias. “Se o meu fuzil tirou tantas vidas, pode ser que eu, um crente ortodoxo, seja o culpado por essas mortes, mesmo que essas pessoas não sejam minhas inimigas?”, questionou Kalashnikov ao chefe da Igreja Ortodoxa Russa, em 2010.

Inventada em 1947, a AK-47 é uma das armas que mais mata no mundo

3. Tim Berners-Lee – Barra dupla

Saindo um pouco do ramo dos armamentos, falemos então da era digital. Lee desenvolveu a linguagem HTML e a própria internet. Foi ideia dele a de colocar as duas barras (//) após o início do endereço eletrônico (http:). “Se você pensar direito sobre isso, não precisava da barra dupla. Eu poderia ter feito sem elas”, disse Berners-Lee muitos anos depois.

As duas barras poderiam ter sido evitadas

4. Ethan Zuckerman – Anúncio popup

Você já se pegou odiando algum anúncio em popup enquanto navega pela internet? Provavelmente já. A ideia foi de Ethan Zuckerman, que viu na “inofensiva” tarefa uma forma de sites gratuitos aumentarem as suas receitas. Ele acreditava que era possível criar anúncios que não fossem diretamente relacionados com o assunto da página visitada. “Sinto muito. A intenção era boa”, se desculpou Zuckerman, no ano passado.

"A intenção era boa"

5. Dong Nguyen – Flappy Bird

O passarinho mais amado e odiado dos smartphones em 2014 está nesta lista? Claro! O jogo é tão viciante que se tornou febre instantânea, levando seu criador à loucura. “Eu não aguento mais”, tweetou Nguyen, pouco antes de retirar o jogo das lojas de aplicativos. Ele foi tão bombardeado com pedidos de entrevista que resolveu parar de disponibilizar o joguinho – e olha que na época ele já passava dos 50 milhões de downloads e Nguyen lucrava US$ 45 mil por dia!

Amado por muitos e odiado por outros, joguinho fez seu inventor se arrepender

6. Vincent Connare – Fonte Comic Sans

Sabe o que o criador da fonte Comic Sans disse sobre ela? “Se você a ama, então não entende nada de tipografia”. É isso mesmo! O próprio criador de uma das fontes mais usadas no mundo critica o seu uso descontrolado. Vincent Connare inventou a Comic Sans para um joguinho infantil da Microsoft, mas seu uso passou a dominar todos os tipos de trabalhos e comunicados. E, com o excesso, vêm as críticas e a ridicularização.

Designers odeiam a fonte Comic Sans

7. Kamrah Loghman – Spray de pimenta

“Eu nunca vi um uso tão inadequado e impróprio de agentes químicos”, disse Kamrah Loghman ao jornal The New York Times. Foi ele quem desenvolveu o spray de pimenta para o FBI na década de 80, mas se revoltou com o uso indiscriminado pelas polícias de vários lugares do mundo.

Spray de pimenta usado contra manifestante desarmada no Rio de Janeiro

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Via Mega Curioso.

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