O fenômeno da globalização se caracteriza, em resumo, pelo estreitamento entre as áreas de transporte e comunicação. E parece ser adequado afirmar que a sociedade contemporânea encontra-se em um estágio bastante avançado; vivemos então na chamada “Aldeia Global”. Mas estamos todos fazendo uso pleno do poder da linguagem?

É que barreiras ainda existem, mas se depender da Motion Savvy, ao menos uma delas será quebrada. Apresentado nesta semana como projeto junto ao site de financiamento coletivo IndieGogo, o acessório UNI promete fazer com que pessoas que usam a língua americana de sinais (ASL) possam se comunicar de forma eficaz com qualquer pessoa capaz de ler.

Construído sobre o corpo de um tablet, o equipamento traduz os movimentos das mãos de quem faz uso da ASL em palavras. Ao emitir o som de frases traduzidas durante diálogos, o dispositivo também grava as respostas de quem faz parte da roda de bate-papo e exibe em sua tela as linhas de texto que se correspondem às falas (assista ao vídeo acima e veja o equipamento funcionando na prática).

Apoiado por diversas instituições de pesquisas sobre deficiências de comunicação, o periférico UNI, que roda o sistema Windows 8.1, é de fato promissor. A câmera do aparelho capta os movimentos dos usuários e os mostra em seu display, como em um espelho – o que facilita os comandos por parte de pessoas surdas ou mudas. A encomenda de UNI poderá ser feita pelo preço de US$ 499; o modelo, se conseguir ser financiado, deverá chegar às lojas por US$ 799 em 2015.

Novos horizontes e mais desafios

Em um primeiro momento, cerca de 300 sinais poderão ser entendidos por UNI – quem decidir fazer uso do aparelho deverá falar com as mãos de forma lenta. As atualizações de vocabulário e também para melhoria de performance serão periodicamente feitas pela Motion Savvy pela mensalidade de US$ 20.

Ao desbravar novos horizontes, UNI traz consigo mais desafios. “Minha voz e a sua voz são diferentes. Mesmo com sinais. Este aparelho irá ‘entender o que está por trás’ da minha voz? Ele vai ser capaz de expressar o que eu realmente quero?”, observa Antoine Hunter, dançarino profissional surdo, em entrevista ao site arstechica. Mais informações sobre o protótipo UNI podem ser conferidas diretamente na página do projeto junto ao IndioGogo.

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