Kim Dotcom, o fundador do extinto MegaUpload, já havia declarado o seu interesse em criar uma rede descentralizada que seria impossível de ser controlada, censurada ou destruída por qualquer governo e imune a hackers e ataques DDoS por não se basear no protocolo IP.

A rede concorrente da internet foi chamada de MegaNet e já tem até data para estrear: janeiro de 2016. Claro que o plano de Dotcom não vai sair barato. A ideia é lançar uma campanha de financiamento coletivo para arrecadar US$ 100 milhões e conseguir fazer com que o projeto vire realidade.

Feliz aniversário?

A escolha pelo mês de janeiro se deve ao fato de coincidir com a data da invasão policial que acabou resultando no fim do MegaUpload. Em vez de ficar deprimido ao lembrar do evento, o criador do site de compartilhamento de arquivos preferiu lembrar do dia de uma maneira diferente.

Em 2013, Dotcom celebrou o aniversário do fim do MegaUpload lançando o Mega.co.nz, um serviço de hospedagem na nuvem focado em privacidade. E, em 2016, pretende comemorar com a estreia da MegaNet.

Jornada em busca da nova internet

Segundo Dotcom, no começo, a MegaNet ainda vai utilizar a internet tradicional como dumb pipe (um meio que serve apenas para transferir dados entre o dispositivo do usuário e a rede), mas que em até 10 anos a “nova internet” rodará exclusivamente em smartphones.

Seria uma rede feita por usuários e aberta para todos, mas sem se sujeitar ao controle de organizações governamentais ou privadas. Dotcom afirma que esta seria uma ferramenta poderosa para garantir a privacidade e a liberdade das pessoas, assim como o legado do criador do MegaUpload.

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