O demônio mexicano “Charlie” é americano. E, se existisse, o espírito desencarnado teria sido um marqueteiro. A febre que ganhou as redes sociais nos últimos dias ainda é alta. Lápis que apontam para o “sim” e para o “não” continuam aconselhando os destemidos internautas. Mas é tudo mentira.

Ao menos é que sugere a BBC News, que decidiu investigar a lenda. “Não existe nenhum demônio chamado ‘Charlie’ no México”, disse Maria Elena Navez em entrevista ao jornal. “No México, nossas lendas vem das histórias dos astecas ou maias e você pode encontrar entidades com nomes como ‘Tlaltecuhtli’ ou ‘Tezcatlipoca’. Se fosse mesmo do México se chamaria ‘Carlitos’“.

A pesquisadora não apenas colocou por terra a existência do demônio de nome Charlie como também apontou para a provável origem da história toda. “Demônios mexicanos são geralmente invenção dos americanos”, emplacou Maria. De fato. E fãs de filmes de terror vão conhecer a vida de Charlie no dia 17 de julho, nos cinemas.

Tudo para a promoção de um filme

A tese de que assombrações latinas são fruto de intenções norte-americanas encontra no filme “The Gallows” (“A Forca”, para o Brasil) um fundamento sólido. Publicado pela Warner Bros. no dia 21 deste mês, o trailer exibe a história de um jovem que, depois de morrer acidentalmente enforcado, passa a assombrar um teatro.

E adivinhe o nome do sujeito? Charlie, naturalmente. “Charlie, Charlie, onde está você?”, diz um dos rapazes. “”Você não deveria dizer esse nome!”, interrompe uma garota, assustada, com medo de poder invocar o fantasma. Não acredita? Assista ao vídeo abaixo e tire então suas próprias conclusões.

Os sugestivos movimentos dos lápis possuídos são, na realidade, feitos pelo sopro de quem chama o demônio. Inclinações de mesa e até mesmo uma respiração mais pesada podem também dar vida ao espírito. Dos produtores de “Atividade Paranormal”, o filme “A Forca” retrata a história de um grupo de adolescentes que decide reencenar a peça de teatro que causou a morte de Charlie. 

Vale a nota: a imagem que abre esta notícia é de"Carlitos", icônico personagem de Charlie Chaplin, cujo nome poderia ser atribuído ao demônio mais popular do momento se ele realmente fosse mexicano.

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