Como não pode ser diferente na internet, uma nova lenda urbana surgiu nos últimos tempos e tomou as redes sociais. Trata-se da brincadeira “Charlie Charlie” (ou apenas “Charlie”, para os íntimos), em que pessoas invocam um suposto demônio mexicano capaz de responder perguntas do público.

Basicamente, Charlie é mais uma daquelas lendas no estilo da brincadeira do copo ou do compasso. Para montar o ritual de invocação, basta sobrepor dois lápis em formato de cruz sobre um pedaço de papel e, nos quadrados formados por eles, escrever as palavras “Sim” e “Não”. Depois é só perguntar “Charlie Charlie, você está aí?” e deixar a gravidade agir; se o lápis se mover para o “Sim”, o espírito está presente e você pode fazer suas perguntas.

Não demorou para que a lenda tomasse proporções gigantescas. Em poucos dias, redes sociais como Twitter, Vine e Instagram foram inundadas por vídeos de pessoas tentando invocar Charlie – a brincadeira, inclusive, ganhou sua própria hashtag, a #CharlieCharlieChallenge.

É claro que não faltam aqueles a acreditar com todas as forças no demônio mexicano – e até mesmo a se apavorar com suas manifestações, como os registros abaixo mostram:

Não é surpresa que piadas com toda a história e com aqueles que acreditam nisso, por sua vez, surgiram de imediato. Essas, de fato, agora estão em maior quantidade do que você pode imaginar:

Charlie Charlie: a origem

Outra parte bizarra sobre o tal demônio é sua origem. Segundo o jornal BBC News, que investigou todo o surgimento da lenda, simplesmente não há qualquer menção de um demônio chamado “Charlie” no folclore mexicano. E isso, convenhamos, não é nenhuma surpresa, considerando o nome nada condizente com as lendas maias e astecas, das quais muitas mitologias desse povo costumam vir.

Então, de onde viria esse tal nome? De uma lenda feita pelos norte-americanos, claro. Ao que parece, os primeiros registros de Charlie no mundo online viriam do vídeo abaixo, datado de 2008, chamado “Jugando Charly Charlie”. A brincadeira, não há como negar, se mostra bem diferente de como se tornou agora – prova de que, se esse demônio realmente existe, ele não é exatamente fã de formalidades na hora de invocá-lo.

Seja como for, o fato é que a lenda agora já tomou proporções enormes, com sua própria mitologia e teorias, e não há nada que possamos fazer para mudar isso. Quem sabe, dentro de alguns anos, chegue a hora de dar adeus à mesa de ouija e ficar apenas com esse par de lápis para responder nossas perguntas.

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