A recente pesquisa feita pelo IBGE não veio apenas provar que as TVs de tubo são maioria no país. O estudo também revelou que, diferente do que muitos pensam, os celulares e tablets estão muito longe de serem os principais meios de acesso à internet do público brasileiro, permanecendo em um distante segundo lugar.

E qual seria o primeiro colocado? O PC, é claro. Segundo o órgão, 88,4% das casas com internet têm esse acesso pelo computador, enquanto os celulares alcançam apenas 53,6% do público. Em terceiro, temos os tablets, com 17,2 %, seguidos das televisões e videogames, respectivamente com 2,7 e 0,7% do público.

Vale notar que essas informações não se resumem ao uso de um único aparelho: quando falamos do acesso exclusivo de internet, os números diminuem para 42,4% das casas, no caso do computador, e 11,5%, para celulares.

Resultado da necessidade

Os dados, no entanto, variam, de acordo com a região. No Norte, por exemplo, o smartphone é usado em 75,4% dos domicílios – o maior de todas as regiões –, enquanto o PC atinge 64,8%. O Nordeste, por sua vez, segue em segundo lugar, com 56%.

E por que essa discrepância toda para as duas regiões? “Uma explicação pode ser pelo lado da renda.”, explica Jully Ponte, técnica de coordenação de rendimento e trabalho do IBGE. “Em função do preço do microcomputador, o celular tem mais uso (por ser mais barato), e também pode ser a infraestrutura. Lá, a rede de cabeamento pode ser um pouco menor, e o acesso por satélite pode ser mais eficiente", continuou.

Outro motivo notado é a própria penetração da internet dessas regiões, que segue pequena em comparação ao Sudeste do país. Assim, a melhor opção se mostra o celular, por sua dependência apenas do sinal das antenas telefônicas.

PCs dominando, por enquanto

Falando em Sudeste, essa região, junto do Centro-Oeste, é a maior utilizadora de computadores. Mas isso não quer dizer que ela não esteja tendo que dividir espaço com outros aparelhos: um em cada dez domicílios dessas áreas, por exemplo, já contam com tablets, sendo que estes estão entre aqueles com maior taxa de utilização no Brasil – 19,2% e 16,3%, respectivamente, para Sudeste e Centro-Oeste.

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