Há tanto tempo assim no mercado, muita gente deve pensar que as TVs de tela fina – sejam elas de LED, Plasma, OLED, AMOLED e afins – devem ser a grande maioria nas casas brasileiras. Mas o fato é que elas estão bem enganadas: as TVs de tubo ainda são a única maneira de assistir TV na maioria das casas brasileiras.

A informação veio com uma pesquisa feita pelo IBGE em 2013, cujos dados foram divulgados recentemente. Segundo ela, 54,5% das casas com TVs no Brasil ainda estão limitadas aos televisores CRT, totalizando 34,5 milhões de domicílios.

Não há como negar certa surpresa com relação aos dados. Afinal, esse tipo de tecnologia já foi abandonado pelo mercado há anos – de fato, a Eletros (a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) afirma que não há mais nenhuma TV de tubo sendo produzida no Brasil. Tudo o que resta são os aparelhos ainda em estoque nas lojas.

Minoria esmagadora

A diferença se mostra ainda maior se olharmos aqueles que possuem somente TVs de tela fina: são apenas 15,4 milhões de pessoas. O número daqueles que possuem os dois tipos de televisores é ainda menor, de fato, atingindo 13,4 milhões de casas.

E não pense que isso muda muito de acordo com as regiões do país, pois invariavelmente elas são maioria. Como muita gente já deve imaginar, o Sudeste é aquele com menos TVs de tubo (“apenas” 46,7%), enquanto o Nordeste é aquele com mais delas (67,6%).

Como se todos esses números não fossem suficientes para mostrar a diferença, a pesquisa ainda mostrou que, das 103,3 milhões de TVs de todos os tipos disponíveis no país, 63,7 milhões delas são do tipo CRT.         

Em maioria, mas não por muito tempo

Vale frisar, por fim, que a pesquisa contou com dados do público de 2013. Logo, o quadro pode ter mudado um pouco nesse espaço de tempo – principalmente com a chegada da Copa do Mundo, em 2014, que sempre significa descontos grandes nesses aparelhos e poderia ser motivo para a espera do público brasileiro.

Mesmo assim, é provável que as TVs de tubo continuem a manter uma fortíssima presença no país por mais algum tempo. Mas isso, é claro, apenas até o sinal de TV analógico ser finalmente cessado – processo que deve começar em 2016 e terminar em 2018.

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