Os serviços oferecidos pelo Facebook marcam uma nova era no campo das comunicações. O mensageiro da empresa e o WhatsApp dispensam, por exemplo, o envio das tradicionais mensagens SMS. E um efeito aparentemente desfavorável às companhias de telefonia acaba sendo gerado, pois a compra de créditos para o envio de torpedos não é mais necessária.

Mas Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, não está disposto a intimidar as empresas de telecomunicações. Pelo contrário. Durante sua fala no Mobile World Congress 2015, o executivo afirmou querer aproximar as teles das plataformas online. Zuckerberg usou como referência a seus planos o projeto Internet.org, iniciativa que visa prover acesso à grande rede por pessoas que ainda não estão conectadas.

Parcerias com operadoras

“O único jeito de acelerarmos [o Internet.org] é incentivando também os negócios das operadoras”, afirmou. Já presente em seis países, a empreitada tem o objetivo agora de estender-se por toda a Índia, que é o segundo país mais populoso do mundo. Para tanto, parcerias entre o Facebook e operadoras de telefonia devem ser feitas. Zuckerberg esclarece que, após a finalização da implantação do Internet.org, usuários terão de pagar pelo serviço.

“Se você perguntar aos usuários por que eles querem um pacote de dados, primeiramente deverá explicar o motivo pelo qual eles vão usar a internet”, explicou. Significa que os contratos tradicionais de telefonia não vão deixar de existir, uma vez que muitas das pessoas abarcadas pela iniciativa não cresceram envoltas pelo que se conhece por “aldeia global”.

Mas o sucesso da iniciativa que pretende espalhar o sinal da web globo afora não depende unicamente da boa vontade do fundador da popular rede social. As parcerias entre empresas de comunicação é que são fundamentais nesta etapa de consolidação de um mundo conectado. Executivos das teles Airtel Africa, Milicon e Telenor, por exemplo, endossaram o discurso de Zuckerberg, falando sobre as formas de relacionamento entre as operadoras e o Facebook.

“A realidade é que 90% das pessoas já vivem em regiões onde há internet”, observa Zuckerberg. De acordo com ele, o projeto Internet.org pode ser bastante lucrativo também às operadoras; mais pessoas conectadas à rede requer também mais serviços de telefonia.

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