Engana-se quem acha que a internet não vicia. O ato de "surfar na web" cresce sem parar, com cada vez mais usuários conectados. As tecnologias de smartphones, tablets e smartwatches ainda entregam novas opções para seus donos não saírem do mundo virtual. Hospitais brasileiros, como o Hospital das Clínicas de São Paulo, até oferecem terapia em grupo para suprimir esse vício que afeta muitas pessoas, principalmente os adolescentes.

Agora, um estudo feito na Universidade de Hong Kong calculou que 6% da população mundial é viciada em internet — algo em torno de 420 milhões de pessoas. O número pode aparecer baixo, mas é necessário lembrar que apenas 39% (dados de 2013) dos seres humanos possuem acesso à web.

Mais sério do que se pensava

Segundo os pesquisadores, alguns dos sintomas das pessoas dentro do quadro de dependência variam entre problemas físicos e emocionais, como depressão, hiperatividade e déficit de atenção, além de dificuldade nas relações interpessoais.

Embora a IA ("Internet Addiction", algo como “Vício em Internet”) ainda não esteja inclusa no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, ela é vista com preocupação por causa de suas anormalidades neurais parecidas com as de dependentes químicos; por exemplo, atrofias no córtex pré-frontal dorsolateral e disfunções cognitivas, como a perda de memória.

Depois de ler tudo isso, da próxima vez que seus pais pedirem para você ir conversar um pouco com eles, largar o PC pode até parecer uma boa ideia.

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