O ousado projeto Loon foi tema de uma de nossas matérias, lembra-se? A empreitada, que visa distribuir internet por meio de balões de ar quente, já figurou também como alvo de crítica: o Brasil seria atendido pela promissora iniciativa? E a resposta é: sim! Na verdade, duas semanas de testes pelas terras de Teresina e Campo Maior (Piauí) foram completadas na data de hoje (06). Então de fato: a Google está disposta a levar o projeto Loon adiante e prover, assim, internet globo afora.

Primeira aula com auxílio da internet

E dois lançamentos já foram feitos: o primeiro deles foi realizado no dia 28 de maio. Dois “balões Loon" foram alçados ao ar – na ocasião, os alunos da nona série da escola municipal Linoca Gayoso Castelo Branco assistiram a uma aula com o apoio da internet pela primeira vez. O balão sobrevoou a região e transmitiu um sinal LTE para uma antena instalada sobre o telhado da escola; durante a aula de Geografia, os estudantes puderam acessar o Google Earth.

Esta foi a primeira vez que o projeto Loon utilizou a tecnologia LTE para promover o acesso à internet. A conquista foi possível a partir de parceria entre Google (idealizadora da empreitada), VIVO (provedora do sinal) e Telebras (mediadora de relações especializada em assistência de infraestrutura).

Paulo Bernardo assistiu ao segundo lançamento

O segundo lançamento foi feito justamente nesta sexta-feira (06). E Paulo Bernardo, nosso Ministro das Comunicações, testemunhou a eficácia da tecnologia do projeto Loon. “O Projeto Loon pode apontar soluções criativas para regiões de mais difícil acesso na busca da universalização da oferta do acesso à internet em banda larga”, disse o ministro. A demonstração foi feita no Aeroporto de Nossa Senhora de Fátima, em Teresina.

"Estamos honrados por termos sido convidados pelo governo brasileiro para testar o Loon aqui", observou Fabio Coelho, presidente do Google Brasil. "Para nós, isso mostra que o Brasil reconhece a importância da internet para impulsionar o desenvolvimento econômico e a educação, e que vale fazer um esforço extra para colocar todos on-line, mesmo aqueles que vivem em regiões remotas, como a Amazônia ou as áreas rurais do Nordeste", finalizou o executivo.

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