Equipamentos precisam evoluir para transmissões de longa distância (Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Atualmente, muitas empresas tentam desenvolver tecnologias de transmissão de dados cada vez mais rápidas, mas praticamente todas usam como base o espectro eletromagnético das ondas de rádio, que já está ficando extremamente lotado em alguns lugares. Uma alternativa a essa verdadeira zorra seria o LiFi, um primo do WiFi tradicional que transmite dados através do piscar de LEDs.

Basicamente, o LiFi funciona como se fosse um código morse da luz, em que um LED pisca para um material sensível à luz a fim de informar os “0” e “1” da linguagem binária, que são interpretados imediatamente. Isso pode ser feito a distância e sem a necessidade de uma conexão física entre os aparelhos.

Bom para submarinos

Uma pesquisa para o desenvolvimento do LiFi está sendo feita na marinha norte-americana, que tem grande interesse na tecnologia, uma vez que a comunicação pode ondas sonoras embaixo da água é muito lenta e, por ondas eletromagnéticas, é suscetível a muita interferência.

Assim, um submarino piscando para o outro à distância seria uma boa forma de se comunicar sem esses problemas. Obviamente, a transparência da água e outros fatores influenciariam nessa comunicação, mas isso poderia ser resolvido de alguma forma.

Essa pesquisa da marinha dos EUA está focada basicamente no desempenho do LiFi, uma vez que o modelo de funcionamento já está estabilizado. Agora, o que interessa é fazer LEDs que pisquem mais rápido e materiais capazes de entender essas piscadas com a mesma velocidade.

Recordes

Outros pesquisadores na Europa já conseguiram recordes de transmissão de dados via LiFi com velocidades bastante surpreendentes. Na Alemanha, a marca de 500 Mbps foi alcançada com aparelhos 2 metros distantes um do outro. Com 20 metros, a velocidade caiu para 100 Mbps.

No Reino Unido, uma experiência conseguiu transmissões de até 3,5 Gbps, mas os dispositivos estavam a apenas 5 cm de distância um do outro. Vale lembrar que testes de laboratório são executados em condições ideais. Esse tipo de teste com WiFi já alcançou 100 Gbps, por exemplo, coisa que você não verá em seu roteador doméstico tão cedo.

Mesmo com isso, o LiFi pode ser promissor, principalmente pelo fato de não interferir na transmissão de dados via ondas eletromagnéticas. Fora isso, o espectro da luz visível chega a ser 10 mil vezes maior que o eletromagnético. Portanto, havia muito mais espaço para o tráfego de dados em muito mais frequências no LiFi.

O grande problema, além da criação de LEDs que pisquem mais rápido, é a forma de transporte dessa luz. Sem um material para reflexão, colocando os aparelhos ao ar livre, há muita interferência do ambiente, que pode colocar sobras ou objetos no meio do caminho, por exemplo. Isso implicaria em transmissões corrompidas e outros tipos de problemas. Sendo assim, talvez passem alguns anos até que possamos ver essa tecnologia se tornar popular.

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