Aaaaah! (Fonte da imagem: Shutterstock)

Você consegue viver sem a internet? Se a sua resposta for um revoltado “é claro que não!” digitado em letras garrafais ali nos comentários, então nós já começamos bem, afinal de contas, aqui no Tecmundo ninguém acha que poderia sobreviver sem ela. Nem mesmo este emprego, que paga as minhas contas, poderia existir sem a rede mundial de computadores.

E além de trazer informações sobre praticamente todo e qualquer assunto, a internet também se notabiliza por praticamente eternizar qualquer coisa. Documentos, fotos, postagens, enfim, praticamente tudo o que inserimos na internet acaba por ficar por lá.

Se algumas coisas são engraçadas (e muitas acabam nos constrangendo, como aquele antigo Fotolog!), o fato é que várias outras poderiam desaparecer completamente da internet. Não, não estamos falando de nenhuma postagem sua no Orkut, mas sim de algumas páginas na rede que ainda não perceberam que estamos em 2014 – e que seguem alguns costumes, vamos dizer assim, pra lá de irritantes.

1. Fotos: cadê a sua autenticidade?

Começamos com um “problema simples”, mas que, se você reparar, também te deixará um pouco incomodado. Trata-se de um costume um tanto preguiçoso: o fato de os desenvolvedores utilizarem sempre as mesmas imagens de bancos gratuitos para elaborar os sites.

"Em que posso ajudá-lo?" (Fonte da imagem: Reprodução/Eurodata)

Se você entra numa página que conta com atendimento ao consumidor, por exemplo, adivinha quem estará no banner? Aquelas mesmas garotas bonitas utilizando um head-set – e que você já viu em dúzias de outros sites. Será que essas atendentes acumulam tantos empregos assim?

Imagens de crianças ou idosos felizes também se repetem, tudo sempre de acordo com o foco da página visitada. Peças de computador não ficam para trás, assim como algumas paisagens e imagens mais genéricas, como cifrões e notas de dinheiro.

2. Textos, textos texzzz...

Mesmo que você não esteja procurando por um site de notícias e artigos, sempre acaba se deparando com páginas recheadas com muito, mas muito texto – tudo já acumulado diretamente na home screen.

Isso deixa tudo bagunçado e fica bem mais difícil encontrar o conteúdo desejado. Pior ainda quando não há organização alguma nas colunas da página. Com isso, você começa a ler tentando encontrar o assunto desejado e, quando percebe, está perdido no meio de um tratado sobre o nascimento das girafas na África.

3. Recarregamentos frequentes (e desnecessários)

Pior ainda é quando você resolve ler tudo o que há na página, porém, quando está bem no meio de um parágrafo, o site, sem mais nem menos, traz um extremamente bem-vindo recarregamento automático, abrindo novamente o site em que você está.

"Você está lendo, né? Espera um pouco, vou recarregar tudo para você!" (Fonte da imagem: Reprodução/Eu compraria! blog)

Isso pode fazer qualquer um perder a cabeça, afinal de contas, geralmente o site volta para o topo da tela, o que consequemente faz com que você se perca no meio do texto. De quebra, todas as propagandas, se houver, também são abertas novamente.

4. Popups, sejam eles “normais” ou “impróprios”

Uma prática extremamente chata é a utilização dos popups. Se você acessou uma determinada página, você não quer que outras três janelas com assuntos diferentes também sejam abertas automaticamente sem que você queira saber de qualquer conteúdo ali disponibilizado.

E dependendo do site que você estiver visitando, como páginas de torrents, por exemplo, pouca coisa boa acabará aparecendo por ali. Propagandas no mínimo estranhas e ofertas que qualquer pessoa com um mínimo de discernimento sabe que são falsas surgirão antes que você perceba.

5. Chega de sites totalmente feitos em Flash!

Quando surgiram, os sites desenvolvidos em Flash representaram uma revolução gráfica para todos que queriam navegar na internet. A criação de páginas coloridas e recheadas de efeitos especiais se tornou possível – tudo com menus criativos e diferentes daquilo a que estávamos acostumados.

Coisa linda! (Fonte da imagem: Reprodução/IndustrialPainter)

Isso, no entanto, mudou. Nos dias de hoje, mais de dez anos depois, os sites feitos em Flash representam uma grande dor de cabeça – isso para desenvolvedores e usuários. Para os primeiros, conta o fato de que tal tecnologia vem sendo deixada de lado, afinal de contas, opções mais evoluídas, como o HTML5, por exemplo, trazem uma gama de ferramentas muito mais avançadas.

Além disso, há também os problemas de ranqueamento nos sites de busca, algo importantíssimo e que é dificultado quando a página é criada em Flash. Já os usuários também sofrem com sites lentos e recheados de recursos inúteis que vêm para deixar a sua navegação online mais maçante e difícil. Para que ser objetivo se você pode complicar tudo, não é mesmo?

Quem quer navegar em aparelhos móveis também encontra problemas. A Apple decretou a morte do Flash alguns anos atrás e acabou acertando em sua previsão. Hoje em dia, os navegadores já não são preparados adequadamente para acessar esse tipo de ferramenta. 

Excelente! (Fonte da imagem: Reprodução/Evangel Cathedral)

É claro que o Flash ainda é forte e aparece com bastante evidência em muitos casos, como joguinhos online e vídeos, por exemplo. A tendência, no entanto, é que nesses casos ele também acabe desaparecendo com o tempo.

6. ... E chega de “entradinhas” também!

Sabe como um site desenvolvido em Flash pode ficar ainda pior? Se ele contar com uma daquelas “entradinhas” animadas. Isso é algo que nos empolgava há 10 ou 15 anos, mas hoje queremos ter agilidade e acesso rápido àquilo que procuramos.

Quem aqui nunca entrou em uma página procurando um serviço, como uma oficina mecânica ou mesmo uma assistência técnica para o computador, por exemplo, e acabou se deparando com uma sequência animada bem “criativa”, cheia de fotos girando no meio da tela e uma apresentação genérica de todos os serviços prestados por aquela empresa?

7. Músicas de fundo? Sério mesmo?

Para completar o pacote do mau gosto, nada como visitar um site usando fones de ouvido no último volume e, sem nenhum aviso ou pedido de permissão, começar a ouvir uma deliciosa música eletrônica dos anos 90.

Boa sorte na hora de encontrar esses botões! (Fonte da imagem: Reprodução/Wordpress)

Sim, pois quando estamos procurando uma nova marca de sacos para aspirador de pó, tudo o que queremos é que uma “rádio online” do próprio site traga músicas de gosto duvidoso. E tudo pode ficar melhor, afinal de contas, muitas dessas páginas também não contam com um player para que você possa desligar tais canções.

Ainda bem que o Chrome agora conta com uma função que identifica qual aba do seu navegador é que está tocando músicas, algo bastante útil para que você consiga eliminar da sua vida qualquer site que ouse fazer isso.

8. Vídeos automáticos

Alguns sites contam com um “plus”. Se a música automática não é suficientemente ruim, agora há quem faça com que vídeos comecem a rolar assim que a página é carregada. O pior é que na maioria dos casos não se trata de uma apresentação do site ou da empresa.

"Eu não quero vídeo nenhum!" (Fonte da imagem: Reprodução/Fix it Rite PC Repair)

O que vemos pela rede são vídeos que trazem propagandas que nada têm a ver com a proposta da página que estamos visitando. Esses filmes trazem de tudo: clipes musicais, trailers de filmes, comerciais que prometem que você pode ficar rico trabalhando em casa, “segredos da beleza dos artistas de Hollywood” ou até mesmo algumas amostras de conteúdo adulto.

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E aí, todas essas coisas também lhe incomodam quando tudo o que você quer é um pouco de paz para navegar na internet? Faltou alguma coisa nessa lista do que nos irrita mais do que tudo ou você acha que esses itens ainda têm espaço na rede? Bem, de qualquer forma, não deixe de comentar!

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