(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Não é só o Brasil que quer fazer uma internet própria e mais restrita do que a utilizada mundialmente. Agora, a Deutsche Telekom (uma empresa de telecomunicações alemã) está querendo criar uma rede de comunicações virtuais fechada na Alemanha. A empresa está tentando somar forças com outras do mesmo país para que seja possível montar uma estrutura mais controlada e livre dos serviços de inteligência externos.

Exatamente. Como você já deve estar imaginando, a grande motivação para esse desejo está nas denúncias de que os Estados Unidos estariam espionando órgãos governamentais e cidadãos alemães — até mesmo o celular da chefe de governo Angela Merkel estaria sendo rastreado pela NSA. É claro que existem muitos problemas que tornam esse tipo de processo bem mais complexo do que se imagina.

Para começar, a restrição do acesso à internet local impediria os alemães de acessarem sites estrangeiros, como o Facebook ou o Twitter e até mesmo o Google. Além disso, criar uma internet nacional vai contra o que se espera da internet atualmente: acabar com distâncias e facilitar a troca de informações com qualquer parte do planeta em poucos segundos. Seriam necessárias duas “internets” para permitir que tudo fosse acessado.

Será que o governo alemão vai apoiar as ideias da Deutsche Telekom ou há outras formas de garantir a hegemonia de uma nação sobre os seus cidadãos? Independente disso, é válido pensar também em qual seria a reação dos consumidores em relação a este tipo de bloqueio das atividades virtuais. Você gostaria de ter uma internet exclusivamente brasileira, sabendo das limitações que isso traria?

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