A operadora de sinal de internet via satélite Starlink liberou a banda larga da empresa sem custos de assinatura na Venezuela. Segundo o anúncio oficial, o objetivo é garantir a "conectividade contínua" da população do país com a rede.
A oferta é válida até 3 de fevereiro de 2026 e foi confirmada pelo perfil da Starlink no X. Ela também foi celebrada pelo próprio bilionário Elon Musk, que é o dono da plataforma.
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Musk citou que a ação foi realizada "em apoio ao povo da Venezuela", como forma de manter a população conectada após a operação realizada pelos Estados Unidos no país. Algo parecido foi oferecido em 2022 após a invasão russa contra a Ucrânia.
Na noite da última sexta-feira (02), o presidente Nicolás Maduro foi alvo de uma ação militar junto da esposa e agora se encontra em território norte-americano aguardando julgamento sob acusações de envolvimento com narcotráfico.
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Relatos apontam que o país latino-americano sofreu corte de internet e um blecaute antes do ataque. O download de aplicativos para VPN, proxy e carteiras virtuais também aumentou consideravelmente na região.
A Starlink tem uma constelação de aproximadamente 9 mil satélites atualmente em baixa órbita na Terra e oferece os serviços de internet e celular para diversos países. No Brasil, ela já é a líder no setor e ajuda até a garantir sinal em regiões remotas, incluindo pontos turísticos afastados de grandes centros.
Ação gera críticas por falta de informação
No próprio X, apesar de um apoio massivo dos seguidores, Musk também foi cobrado pela liberação de internet grátis na Venezuela. Porém, o motivo das reclamações não é a ação em si e sim o fato de que aproveitar essa "oferta" não é tão simples quanto a Starlink fez parecer.
Para acessar a internet grátis por um mês da Starlink, é necessário ter o kit de hardware da companhia. Ele é composto do modem proprietário e também do equipamento principal de recepção de sinal, que inclui uma antena.
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Além de ser considerado bastante caro para os padrões venezuelanos, o serviço da Starlink por enquanto não foi sequer lançado oficialmente no país — no próprio site da marca, a região consta como indisponível e com a chegada sinalizada como "Em breve".
"Estamos monitorando ativamente a evolução das condições e dos requisitos regulatórios. Embora ainda não tenhamos um cronograma para a disponibilidade de compra local, quaisquer atualizações serão comunicadas diretamente pelos canais oficiais da Starlink e refletidas nesta página", diz o suporte da operadora.
Nos EUA, é possível comprar o kit da Starlink Mini por um valor que fica em torno de US$ 299 a US$ 599. No Brasil, o equipamento atualmente é vendido a um preço promocional de R$ 799. Para efeitos de comparação, o salário mínimo na Venezuela gira em torno de R$ 3 em conversão direta de moeda, com o bolívar ainda em desvalorização.
Isso significa que apenas clientes ativos ou inativos da Starlink podem usar os créditos gratuitos pelo período de um mês, o que deve envolver uma pequena quantidade de pessoas em território venezuelano. A ausência dessa explicação foi o que levou Musk e a companhia a serem criticados na rede social.
Quanto há de lixo espacial ao redor da Terra e por que isso é perigoso? Saiba mais sobre o tema!
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