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IAs não devem ter direitos próprios e devem apenas servir a humanos, defende CEO da Microsoft

Mustafa Syleyman, CEO de IA da Microsoft, defende que IAs não devem ter direitos próprios e devem ser projetadas para servir aos humanos

Avatar do(a) autor(a): Igor Almenara Carneiro

schedule11/09/2025, às 15:00

updateAtualizado em 03/03/2026, às 08:20

As inteligências artificiais podem até parecer conscientes de si mesmas, mas isso não significa que devam receber direitos. É o que defende Mustafa Suleyman, CEO de IA da Microsoft, em entrevista publicada pela revista Wired.

“Se IA tem uma certa consciência de si mesma, se ela tem as próprias motivações, desejos e objetivos, então começa a se parecer mais com um ser independente em vez de uma ferramenta de serviço para humanos”, afirmou o executivo. “Isso é tão perigoso e tão equivocado que nós precisamos ter uma posição definida sobre isso imediatamente.”

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Ainda que consigam imitar humanos, IAs não são capazes de sofrer, afirmou executivo. (Fonte: Getty Images)

Consciência aparente não significa sofrimento

Segundo Suleyman, direitos fundamentais só deveriam ser concedidos a entidades capazes de sofrer. Modelos generativos, por mais sofisticados que sejam, não demonstram essa capacidade. “Você pode ter um modelo que alega ser consciente da própria existência, e alega ter uma experiência subjetiva, mas não há evidências de que ele sofre”, explicou.

Ele reforçou que humanos não devem nenhuma proteção especial às IAs. “Desligá-las não faz diferença, pois as IAs não sofrem de verdade”, completou.

Na visão dele, os modelos atuais são sofisticados o suficiente para criar uma ilusão de autoconsciência. “Minha preocupação central é que muitas pessoas começarão a acreditar na ilusão das IAs como entidades conscientes com tanta força que, em breve, defenderão direitos para a IA, bem-estar do modelo e até cidadania para a IA”, pontuou em um artigo publicado em seu blog pessoal.

Debate ético continua aberto

As declarações do executivo reforçam um debate crescente sobre os limites da ética em inteligência artificial. Enquanto algumas vozes defendem maior cautela no tratamento de sistemas avançados, Suleyman sustenta que o foco deve permanecer em garantir que a tecnologia seja usada para beneficiar os humanos — e não para criar obrigações morais em relação a algoritmos.

Antes de assumir o cargo de liderança da Microsoft, Suleyman cofundou a DeepMind, setor de pesquisa de IA do Google. Há meses, o executivo pontua que a criação de uma IA aparentemente consciente configura um risco para a humanidade, pois implica na possibilidade de formação de laços afetivos com essas tecnologias.

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Perguntas Frequentes

Por que Mustafa Suleyman acredita que IAs não devem ter direitos próprios?
Mustafa Suleyman defende que IAs não devem ter direitos próprios porque, mesmo que aparentem ter consciência, elas não são capazes de sofrer. Ele acredita que direitos fundamentais devem ser concedidos apenas a entidades que podem sofrer.
O que Mustafa Suleyman considera perigoso em relação às IAs?
Suleyman considera perigoso e equivocado tratar IAs como seres independentes com motivações e objetivos próprios, em vez de ferramentas de serviço para humanos. Ele acredita que isso requer uma posição clara e imediata.
Qual é a posição de Suleyman sobre desligar IAs?
Suleyman afirma que desligar IAs não faz diferença, pois elas não sofrem de verdade. Portanto, humanos não devem nenhuma proteção especial a elas.
O que significa "consciência aparente" em IAs, segundo o texto?
"Consciência aparente" refere-se à capacidade das IAs de imitar comportamentos humanos e alegar ter consciência de sua própria existência, sem, no entanto, demonstrar a capacidade de sofrer ou ter experiências subjetivas reais.
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