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TV 3.0 mira em revolução e quer transformar canais tradicionais em apps com internet

Ideia do Ministério das Comunicações é que a Televisão do Futuro já esteja disponível para parte da população durante a próxima Copa do Mundo

Avatar do(a) autor(a): Felipe Vitor Vidal Neri

schedule27/08/2025, às 13:15

updateAtualizado em 27/08/2025, às 14:16

Nesta quarta-feira (27), o presidente Lula assina o decreto para a regulamentação da Televisão do Futuro, também conhecida como TV 3.0. Com a mudança, a televisão aberta passará a integrar não somente a transmissão convencional de som e imagem, mas terá também serviços de internet embutidos.

De acordo com a ideia do Ministério das Comunicações, o novo formato permitirá “mais interatividade, qualidade de som, imagem superior e maior integração com a internet”. Um dos pontos que contribui para isso será a interface dessa tecnologia, baseada em aplicativos, como um catálogo para o espectador.

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Apesar da mudança aparentemente brusca, a nova TV 3.0 manterá a navegação rápida tradicional da TV comum. Segundo o coordenador do GT Codificação de Aplicações do Fórum SBTVD, a cultura do mapeamento continua importante, mas isso será traduzido na troca rápida de aplicativos na Televisão do Futuro.

O que a TV 3.0 vai ter de diferente?

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Televisão do futuro quer se parecer cada vez mais com os streamings (Imagem: GettyImages)

Como aponta o diretor de Estratégia de Tecnologia da Globo e presidente do Fórum SBTVD, Raymundo Barros, o espectador poderá acompanhar votações em tempo real, ter acessos a conteúdos estendidos, alertas de emergência e novos recursos de acessibilidade. A publicidade também terá destaque, por meio de conteúdos personalizados e compras através do controle remoto.

Um exemplo dado pelo próprio Barros no passado era a respeito do futebol. Com o novo formato, o cliente poderá escolher se deseja assistir a uma determinada partida com a narração da emissora, ou somente ouvir o som da torcida.

O Governo também terá forte influência nesse segmento, visto que haverá um conjunto de canais da União, como a TV Brasil e o Canal Gov. Esses e outros apps, como serão chamados daqui para a frente, terão o conteúdo linear e convencional, mas também uma série de conteúdos por demanda, como já acontece no YouTube ou streaming.

O grande problema da TV 3.0 tem relação com os custos da migração dessa tecnologia, que exigirá transmissores por parte das empresas. Já os usuários deverão ter que adquirir novos conversores e receptores para captar esse novo tipo de sinal.

Um dos objetivos do Ministério das Comunicações é que a TV 3.0 possa ser aproveitada por parte dos usuários já durante a Copa do Mundo de Futebol de 2026, realizada em junho do próximo ano.

Para mais informações sobre o futuro da TV 3.0 e novidades em serviços de streaming, continue ligado no site do TecMundo para não perder nada. 
 

Perguntas Frequentes

O que é a TV 3.0 e por que ela está sendo chamada de "Televisão do Futuro"?
A TV 3.0 é uma nova geração da televisão aberta que combina a transmissão tradicional de som e imagem com serviços de internet. Ela é chamada de "Televisão do Futuro" porque promete oferecer mais interatividade, melhor qualidade de som e imagem, além de integração com recursos digitais, como aplicativos e conteúdos sob demanda.
Como será a interface da TV 3.0 para os usuários?
A interface da TV 3.0 será baseada em aplicativos, funcionando como um catálogo interativo semelhante ao de plataformas de streaming. Apesar da mudança, a navegação rápida típica da TV tradicional será mantida, com a troca ágil entre os apps, que representarão os canais.
Quais recursos novos estarão disponíveis na TV 3.0?
Entre os novos recursos estão votações em tempo real, conteúdos estendidos, alertas de emergência, melhorias de acessibilidade e publicidade personalizada. Também será possível realizar compras diretamente pelo controle remoto e escolher diferentes formas de acompanhar transmissões, como ouvir apenas o som da torcida em partidas de futebol.
Os canais tradicionais vão desaparecer com a chegada da TV 3.0?
Não. Os canais tradicionais continuarão existindo, mas serão apresentados como aplicativos dentro da nova interface. Eles manterão o conteúdo linear, como a programação ao vivo, e também oferecerão conteúdos sob demanda, como já ocorre em plataformas como o YouTube ou serviços de streaming.
Quais são os desafios para a implementação da TV 3.0?
O principal desafio está nos custos da migração tecnológica. As emissoras precisarão investir em novos transmissores, enquanto os usuários terão que adquirir conversores e receptores compatíveis com o novo sinal para acessar os recursos da TV 3.0.
Quando a TV 3.0 estará disponível para o público?
O objetivo do Ministério das Comunicações é que parte da população já tenha acesso à TV 3.0 durante a Copa do Mundo de Futebol de 2026, que ocorrerá em junho do próximo ano.
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