Em um vídeo recentemente publicado no site TED, o blogueiro chinês Michael Anti (o nome verdadeiro dele é Zhao Jing) explicou como funciona o jogo de gato e rato na China. Ele comentou que, na verdade, a internet chinesa é baseada na história do país.

A China criou uma gigantesca muralha para se separar do mundo e se defender dos inimigos. Hoje, a nação conta com uma enorme barreira virtual que impede a invasão de outros países. Não é só isso: o firewall chinês também impede que os cidadãos que lá moram tenham acesso ao mundo exterior.

Uma internet exclusiva

Para Michael Anti, existem duas “internets”: a internet e a chinanet. A primeira é usada por muitos países e conta com serviços como Facebook, Twitter e YouTube. A outra é a rede interna da China, controlada pelo governo e com acesso proibido a sites de fora.

(Fonte da imagem: Reprodução/TED)

Apesar dessa restrição, os chineses ainda têm grandes alternativas. São sites como Baidu (uma espécie de Google da China), Weibo (o Twitter chinês), RenRen (um Facebook exclusivo para a nação), Youku e Tudou — esses últimos são portais de mídia como o YouTube.

O blogueiro reforça que o governo chinês bloqueou todos os portais da web 2.0, mas que os chineses copiaram cada um deles. Anti relata que o governo quer satisfazer o desejo de socialização dos cidadãos, mas que, ao mesmo tempo, a China quer ter o servidor lá dentro e ter acesso a quaisquer dados — motivo que forçou a Google a sair do país.

Trezentos milhões de blogueiros

Apesar de todo o esforço do governo para censurar a chinanet, Michael Anti relata que isso não é tão simples. O país tem aproximadamente 300 milhões de blogueiros, ou seja, o mesmo número de habitantes dos EUA. Além disso, os internautas chineses aproveitam a complexidade do idioma para se comunicar em códigos.

(Fonte da imagem: Reprodução/TED)

Para finalizar o discurso, Michael Anti diz que a chinanet é muito mais do que uma simples ferramenta de controle do governo. O blogueiro afirma que a internet local é uma incubadora de democracia, em que todos os chineses podem se expressar. Ele espera que mais internautas abracem as causas da liberdade de expressão e dos direitos humanos.

Fonte: TED [video]

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