Chefe da máfia é preso após ter foto divulgada no Google Maps

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O jornal romano La Repubblica noticiou, na quarta-feira (5) a prisão de um chefão da máfia, que está escondido há décadas da polícia italiana, após o rastreamento de uma foto dele no Google Street View. Gioacchino Gammino, de 61 anos, era caçado pelos Carabinieri desde que fugiu de uma prisão de Roma em 2002, tendo sido no ano seguinte condenado à prisão perpétua por assassinato.

Gammino era membro de uma facção mafiosa chamada Stidda e tornou-se um dos gângsteres mais procurados na Itália. Durante as investigações, a polícia da Sicília pensava que o mafioso estava escondido na Espanha, mas foi uma foto dele conversando com um homem à porta de uma loja de frutas em Galapagar que confirmou o fato.

Divulgada no Google Maps, a imagem mostrava um homem parecido com Gammino na porta do estabelecimento no estabelecimento "Huerto de Manu", no qual o criminoso conversava com um atendente. A identidade foi confirmada depois que a polícia localizou uma página no Facebook com o nome de um restaurante próximo – a Cocina de Manu – com várias fotos do fugitivo vestindo roupas de chef, e sua característica cicatriz no queixo.

Como o chefão mafioso se escondeu na Espanha?

Fonte: Google Maps/foto capturada pela polícia italiana/Reprodução.Fonte: Google Maps/foto capturada pela polícia italiana/Reprodução.Fonte:  Google Maps 

Segundo a publicação italiana, Gioacchino Gammino adotou o nome de Manuel na cidade espanhola, casou-se e vivia normalmente na comunidade de pouco mais de 30 mil habitantes. Como as autoridades italianas já desconfiavam da presença do mafioso em algum lugar da Espanha, o surgimento da foto com as características do criminoso logo levantou suspeitas.

Divulgada somente agora pela imprensa italiana, a prisão foi efetuada no dia 17 de dezembro. O mafioso está no momento sob custódia da Espanha, mas a polícia italiana espera repatriá-lo para a Itália no máximo até fevereiro. Quando preso, Gammino perguntou ao policial: “Como você me encontrou? Eu não liguei para a minha família por 10 anos”.

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