YouTube removeu 1 milhão de vídeos com fake news sobre a covid-19

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Imagem: TymonOziemblewski /Pixabay
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O YouTube, maior plataforma de compartilhamento de vídeos do mundo, declarou, na quarta-feira (25), ter removido mais de 1 milhão de publicações com "informações errôneas e perigosas sobre o coronavírus" desde o início da pandemia da covid-19, em fevereiro do ano passado.

A postagem, feita no blog oficial pelo diretor de produtos da empresa, Neal Mohan, informa que “a desinformação passou do marginal para o convencional”. De acordo com o executivo, esses vídeos com informações errôneas não se limitam mais “aos mundos isolados dos negacionistas do Holocausto ou defensores do 11 de setembro”, mas se estende a todas as facetas da sociedade.

A declaração da plataforma de vídeos do Google ocorre em um momento delicado para as grandes mídias sociais. Nos Estados Unidos e em diversos países do mundo, líderes políticos lançam críticas contundentes à forma omissa com a qual as plataformas lidam com a crescente campanha de desinformação em relação às vacinas da covid-19 e a outros assuntos de interesse público.

10 milhões de vídeos retirados a cada 3 meses

Fonte: Jaap Arriens/Zuma Press/ReproduçãoFonte: Jaap Arriens/Zuma Press/ReproduçãoFonte:  Jaap Arriens/Zuma Press 

Na publicação, Mohan garante que o “conteúdo ruim representa apenas uma porcentagem pequena dos bilhões de vídeo do YouTube”, algo entre 0,16% a 0,18% do total de visualizações, segundo ele. Do universo de vídeos publicados, o executivo afirma que a empresa remove quase 10 milhões a cada trimestre, “a maioria dos quais não chega a nem 10 visualizações”.

Por ser um dos principais reflexos da realidade, o YouTube reconhece que pode ajudar a moldá-la e, por isso, a interrupção da disseminação de fake news tem-se tornado um dos maiores compromissos atuais da companhia. O executivo afirma que "remoções rápidas sempre serão importantes, mas sabemos que não são suficientes", porque "o melhor caminho a seguir" é a forma como a plataforma lida com o conteúdo que fica publicado.

Apesar dos números revelados, o serviço continua se recusando a informar como essas fake news sobre vacinas se espalham ou quantos usuários são efetivamente atingidos.