Google Cloud armazenará 20 TB de capturas do observatório espacial

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Imagem: Rubin Observatory/Reprodução
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O observatório chileno Vera C. Rubin utilizará o Google Cloud para armazenar 20 TB de imagens, dados e outras capturas do espaço. Um acordo entre a companhia e a instituição garantiram três anos de suporte para armazenamento das informações do Interim Data Facility (IDF) nos servidores da gigante, acelerando o processo de divulgação científica e expandindo os horizontes da observação espacial.

Assim que começar, a proteção e armazenamento dos dados do observatório não serão mais de responsabilidade da instituição e estarão sobre domínio dos servidores de cloud da Google. Para os cientistas, isso abre espaço para milhares de capturas de telescópios, armazenamento de documentos e permite rápido contato com a comunidade científica.

Além de garantir espaço para a expansão da pesquisa, a instituição espera eternizar o conteúdo para gerações futuras em seu projeto Legacy Survey of Space and Time (LSST). No programa, serão reunidas imagens do telescópio Simonyi Survey, somado as câmeras poderosas do LSST, para catalogar objetos espaciais com menos preocupação com armazenamento.

a  LSST/Reprodução 

Nesse projeto, serão capturadas e armazenadas mil imagens do céu durante a noite pelos próximos dez anos. E mesmo que o acordo valha apenas por três anos, há chance de ser estendido até o fim do projeto, para garantir a integridade da pesquisa e comunicação rápida entre os agentes da comunidade.

Em um outro feito produzido pela união entre a pesquisa espacial e inteligência artificial, o vice-presidente da Google Cloud, Mike Daniels, revelou em uma publicação que pesquisadores da Caltech foram capazes de identificar um novo cometa com o auxílio de IA este ano.

Em agosto, Dmitry Duev, pesquisador do departamento de astronomia da Caltech, deu início a um programa piloto usando tecnologia da Google Cloud para identificar objetos espaciais, dentro do Palomar Observatory, na Califórnia. Depois de utilizar um modelo de aprendizado de máquina, o Google Cloud passou a apontar para cometas com 99% de precisão, e em 7 de outubro identificou o C/2020 T2, o primeiro cometa descoberto por inteligência artificial.

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