YouTube estava deletando comentários críticos do Partido Comunista da China

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Frases em chinês que criticavam o Partido Comunista do país estavam sendo removidos automaticamente de vídeos no YouTube. Em resposta, a plataforma afirmou se tratar de um erro e que já começou a corrigi-lo.

Todos os comentários com as frases “bandido comunista” ou “partido de 50 centavos” eram deletados em cerca de 15 segundos em qualquer vídeo do YouTube. Em resposta ao questionamento do The Verge, a plataforma disse que está investigando as causas mais profundas do erro, sugerindo ainda que outros termos ainda podem ser afetados.

O termo “bandido comunista” é um insulto relacionado ao antigo governo da China; enquanto “partido de 50 centavos” está relacionado aos supostos usuários que desviam a atenção das críticas ao PCC para outro assunto. Cidadãos chineses acreditam que essas pessoas são pagas por US$ 0,50 por cada publicação online.

Descobriu-se que os comentários são removidos automaticamente devido a agilidade que eles somem da plataforma. Provavelmente, esses dizeres devem ter sido incluídos na lista de expressões ofensivas ou de spam. Outra prova disso é que o teor do comentário não importa, basta ter alguma das expressões descritas para ser removido rapidamente.

Complementando a justificativa, a Google afirma que tem dependido mais de moderadores automáticos devido a pandemia. Sendo assim, a plataforma pode se comportar indevidamente durante esse período.

Estranha “coincidência”

A remoção automática de comentários que criticam o Partido Comunista pode ser apenas uma coincidência. Ainda assim, sabe-se que a Google tenta se adequar ao mercado chinês há anos — e uma dessas medidas é acatando os desejos de censura do governo chinês.

Um desses exemplos é o Project Dragonfly, um projeto de ferramenta de pesquisa desenvolvido especialmente para a China. Nele, a Google aplicou todas as medidas de censura exigidas pelo governo chinês, para que pudesse entrar no mercado oriental.

Na época, a Google foi fortemente criticada por governos do mundo todo e até enfrentou críticas dos próprios funcionários. Em 2019, a companhia revelou que o projeto foi interrompido.

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