O supervisor de telecomunicações da Rússia, Alexander Zharov, disse em depoimento à Interfax que nove dos dez maiores fornecedores de VPNs que atuam no país podem ser bloqueados por discordarem da orientação, do governo, de seguir uma lista de censura que impediria a população de acessar determinados sites.

A única empresa que concordou com a proposta foi a Kaspersky, que tem base na Rússia e poderia sofrer sanções mais sérias. O pedido para impedir o acesso a determinadas informações vem na esteira de um projeto de lei aprovado em abril que prevê o isolamento da rede de internet russa da do resto do mundo.

Caso o bloqueio seja efetivado, os russos poderim recorrer a provedores menores — que sofrem menos controle — para terem acesso livre aos sites, mas também não existe garantia de que essa opção seria viável por muito tempo.

Isolamento

A Rússia quer criar uma infraestrutura que permite a utilização de uma internet própria desconectada do resto do mundo. Para isso foi aprovado um projeto de lei que planeja a criação de uma “internet soberana” sob a justificativa de que garantir o controle centralizado do tráfego de dados ajudaria impedir possíveis ataques.

Os apoiadores desta lei ainda falam que a construção de uma infraestrutura própria e completa pode oferecer tranquilidade aos russos caso os EUA decidam cortar o país da internet  em referência a casos como da guerra comercial entre os norte-americanos e a China.

De acordo com o G1, as autoridades russas passaram a interferir ativamente na internet nos últimos anos, bloqueando conteúdos sobre a oposição e empresas que se recusaram a contribuir com o governo, como é o caso das VPNs, LinkedIn e Telegram.