O YouTube ainda está refinando o algoritmo que detecta e apaga vídeos e canais extremistas, após uma medida de faxina contra discursos de ódio anunciada no início da semana. Por acidentes na programação e um sistema ainda em refinamento, o site de vídeos acabou apagando de forma errada uma série de postagens de canais sérios e embasados ao redor do mundo.

Uma das denúncias partiu do jornal The Guardian, que reuniu uma série de reclamações de professores da área de História. Aproveitando que o YouTube é também um arquivo e repositório de vídeos, eles subiram na plataforma vários materiais das décadas de 1930 e 1940, inclusive noticiários sobre a Segunda Guerra Mundial e discursos do líder nazista Adolf Hitler. Porém, por "promover discurso de ódio e infringir políticas internas", alguns desses arquivos começaram a ser removidos.

O professor e youtuber Scott Allsop, por exemplo, recebeu um email do YouTube relatando o banimento. Segundo ele, boa parte do material é bastante rara e precisa ser disponibilizada para fins de pesquisa ou simples curiosidade histórica. O historiador afirma ainda que recebeu relatos parecidos de colegas que tiveram as contas suspensas ou em análise pelo mesmo motivo.

Resolvendo aos poucos

O historiador, colunista, podcaster, youtuber e professor Filipe Figueiredo, do Xadrez Verbal, também teve um conteúdo antigo deletado — segundo ele, material educativo e que condena o nazismo e o Holocausto.  Um dia após contatar o YouTube, ele também teve o clipe devolvido ao canal.

Já em relação aos casos dos materiais sem edição relatados pelo The Guardian, o YouTube entrou em contato com ele e outros canais afetados após a reportagem e afirmou que a "combinação entre pessoas e tecnologia" atua para manter os conteúdos dentro das regras, e que vídeos "crus" como discursos e noticiários devem conter descrições e outros avisos de que se tratam de materiais educativos para evitar falsos positivos. Os materiais foram restaurados.

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