Fica cada vez mais difícil imaginar nossa vida sem um celular, não é? Afinal, o aparelhinho concentra agenda, fonte de consulta, plataforma de interação social e mais um milhão de funcionalidades. Porém, enquanto muitos de nós só ficam, no máximo, chateados quando esquecemos o smartphone em casa ou cai a internet, outros não conseguem ficar sem o gadget ou com ele no modo offline. Quando essa dependência atrapalha relações pessoais ou até mesmo profissionais das pessoas é que entendemos o trabalho do Instituto Delete.

A organização carioca criada em 2013 estuda há tempos os efeitos da nomofobia – “no mobile fobia”, o medo irracional de ficar sem celular – na população, além de analisar o que eles podem fazer para ajudar esse público altamente dependente da tecnologia mobile. A ideia da psicóloga Anna Lucia Spear King e do pesquisador Eduardo Guedes, fundadores da empresa, é oferecer uma espécie de programa de detox digital feito sobe medida para diferentes graus de comportamento tecnológico abusivo.

Sim, ao serem admitidos no instituto, os usuários precisam primeiro fazer um teste que vai dizer qual é o seu tipo de “vício” com o uso dos dispositivos mobile e se isso está sendo desencadeado por algum transtorno ou quando de ansiedade. A partir daí, os profissionais da casa dividem os visitantes em grupos e aplicam um tratamento completamente personalizado, com direito a compartilhamento de experiências entre os dependentes e aplicação de exercícios que reforçam a utilização sadia da tecnologia.

É isso aí, você não leu errado: o objetivo do Instituto Delete não é tirar de vez o smartphone da sua vida (será que isso é possível nos dias de hoje, aliás?), mas sim educar o indivíduo no seu uso. Em alguns casos mais graves, porém, chega a ser necessário prescrever algum tipo de medicação para a pessoa, principalmente se a falta de contato com o dispositivo estiver relacionada a casos de depressão.

Fora isso, não é raro que a organização também precise lidar com problemas físicos, já que a postura de quem fica o tempo todo no celular pode levar a dores na coluna e no pescoço, por exemplo. No site do instituto é possível ainda conferir dicas para um uso digital consciente, seguir alguns passos básicos para a desintoxicação digital e medir o quanto você é dependente da web. Considerando que o Brasil é o quarto país do mundo no consumo de internet, pode ser uma boa ideia dar um pulinho na página.

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