A Arábia Saudita acabou na semana passa com uma proibição que já durava um ano em relação a aplicativos de comunicação e redes sociais. Assim, serviços como Skype, WhatsApp, Snapchat, o FaceTime doiOS e muitos outros aplicativos voltaram a operar normalmente na internet local.

O anúncio coincide com um período de importantes decisões para a economia local. Ao mesmo tempo em que o petróleo passa a perder valor por lá, esforços são feitos aos poucos para explorar o mercado da internet. E bons exemplos já sobram: o fenômeno Sarahah, apesar de já ter caído no esquecimento, foi criação de um saudita e possivelmente gerou uma boa renda pelas primeiras colocações na Google Play e App Store.

Países da região devem investir cada vez mais em startups locais e liberar serviços online internacionais — algo diferente do que faz a China, por exemplo, que mantém o banimento a serviços como Twitter e Facebook, lançando "clones" locais.

Todo mundo feliz?

Só que nem toda a população está comemorando a volta desses serviços populares. As operadoras Saudi Telecom, Etihad Etisalat e Zain Saudi mantinham um oligopólio que controlava as telecomunicações no país e agora devem encarar uma forte concorrência de rivais e apps de chamadas.

Anteriormente, muitos usuários já usavam redes privadas (as chamadas VPNs) para burlar o bloqueio e acessar conteúdos proibidos. E muita gente deve manter essa estratégia: sites de diversas temáticas ainda são proibidos por lá e regulados com rigidez, como páginas de aposta, extremismo religioso e pornografia.

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