Pesquisadores do Instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram uma inteligência artificial que pode ser crucial para o consumo de entretenimento nos próximos anos. Isso porque ela é capaz de reduzir em até 30% a quantidade de travamentos em vídeos oferecidos por streaming, caso de serviços como YouTube e Netflix.

Chamado de Pensieve, o recurso utiliza uma técnica chamada de aprendizagem por reforço para, com o tempo, aprender sempre a escolher o melhor algoritmo de bitrate para reduzir o tempo de buffering. “O Pensieve não se baseia em modelos pré-programados ou premissas sobre o ambiente”, informam os cientistas. “Ao contrário, ele aprende a tomar decisões de bitrate adaptativos com base somente na observação de desempenho dos resultados de decisões anteriores.”

Isso significa que o novo método avalia todas as possibilidades na hora de carregar um vídeo e aprende sempre qual é a melhor maneira de oferecer o conteúdo de acordo com a taxa de bits e também a velocidade da conexão. Nos testes, os cientistas conseguiram reduzir entre 10% e 30% a quantidade de travamentos em relação aos métodos atuais.

Como funciona

Atualmente, serviços de reprodução de vídeo utilizam o algoritmo de bitrate adaptativo (ABR). Ele leva em conta a velocidade da conexão disponível e faz download do conteúdo de forma antecipada para reproduzir na sua TV, no PC ou no celular. Contudo, esse sistema é incapaz de prever variações na conexão, fazendo com que quedas bruscas de velocidade obriguem a interrupção da reprodução para que o conteúdo seja carregado.

A ideia no Pensieve é fazer exatamente a parte de “prever” quando a conexão vai cair a fim de adaptar a reprodução o mais rápido possível a ela. A “previsão”, aqui, é justamente a parte em que a tecnologia identifica certos padrões de variação de velocidade a fim de tentar antecipar quando ela vai acontecer, adaptando a taxa de bits para que você não precise esperar muito até que tudo se normalize.

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