A pornografia é um problema para o governo iraniano. Na semana passada, centenas de sites pornôs sumiram da internet para usuários que estavam em Hong Kong, na China. Ao buscar acesso, os internautas encontraram apenas páginas em branco, sem as costumeiras thumbnails que se mexem ao deixar o mouse sobre os quadros. O primeiro pensamento, provavelmente, foi alguma censura do governo chinês; porém, dessa vez, quem sujou as mãos com censura foi o governo iraniano.

Como relatou inicialmente o The Verge, o setor de telecomunicações do Irã começou a bloquear sites e mecanismos da internet que permitiam ao usuário acessar conteúdo pornográfico. Acontece que o sistema de censura do país é tão extenso e pesado, que também afetou internautas chineses — e um pequeno número na Rússia.

Mais de 250 sites pornográficos ficaram fora do ar por 28 horas

Nada menos que 256 sites pornôs foram afetados, com provedores como Bharti Airtel (Índia), RETN (Rússia), Telekomunikasi (Indonésia) e Hutchison (Hong Kong). O maiores IPSs de cada região. Como notado pelo Washington Post, o ataque do governo iraniano explorou uma vulnerabilidade bem antiga na arquitetura da internet: qualquer rede pode apresentar uma rota para qualquer endereço IP e, com muitas rotas para acessar diferentes sites, a internet se torna eficiente e robusta; contudo, também fica fácil "falsificar" essas rotas, levando o usuário para outros domínios.

Sequestro de BGP

"O TIC (Irã) transita mais de 4 mil rotas e joga cerca de um décimo deles para a Omantel (do Omã)", comentou Dug Madory, da companhia Dyn, que acompanhou o bloqueio aos sites. "Nesse nível, não é razoável para alguém da Omantel checar cada nova rota". O comentário diz respeito ao trânsito de dados iranianos, que passam pela principal central de comunicações do Omã. Tudo isso significa uma coisa: sequestro de BGP — e você pode entender mais sobre o assunto aqui

De acordo com os relatos, o problemas foram resolvidos nos outros países após 28 horas.

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