Sabe quando você clica em um vídeo para carregar e ele demora vários segundos para "pegar no tranco"? Ou quando você esta no meio de um clipe e ele para para bufferizar? De acordo com um estudo feito pela empresa Ericsson, a raiva e o estresse sentidos nesses momentos são tão genuínos quanto tarefas cotidianas bem mais antigas — e frustrantes.

A pesquisa de neurociência detectou um aumento na frequência cardíaca em 38% quando conteúdos mobile atrasam — seja o carregamento de um vídeo ou a exibição de uma página, por exemplo. Já uma pausa não programada em um vídeo pode causar um aumento de 15 pontos percentuais no nível de estresse do usuário.

Pouca calma nessa hora

O estudo mediu três variáveis em 30 voluntários que consomem conteúdos online com frequência: atividade elétrica no cérebro, movimentos oculares e o pulso. Para efeitos de comparação, a resposta de estresse em atrasos de vídeo é parecida com a que apresentamos ao assistir a um filme de terror ou resolver um exercício matemático complicado. O nível é superior até mesmo a esperar na fila do mercado.

O aumento na taxa de estresse estaria relacionada com a expectativa que temos do mundo digital, com conteúdos que tecnicamente deviam ser imediatos. mesmo quando o atraso é de somente dois segundos, o cérebro já começa a mostrar alterações nas emoções.

O estudo ainda detectou que, se o atraso for alto demais, tendemos a transferir a culpa na provedora do conteúdo (como o dono do vídeo ou site) em vez da operadora de telefonia, por exemplo.  Já se tudo correr normalmente, o usuário acaba desenvolvendo maior engajamento com a marca em exibição.

O estudo completo pode ser conferido aqui (em inglês).

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