Não é de hoje que os especialistas debatem sobre como será o nosso futuro quando a Inteligência Artificial alcançar a singularidade e se tornar superior a nós, meros humanos. Por um lado, temos a maioria, que acredita que o nosso mundo se tornará um lugar muito melhor e que os avanços só trarão benefícios a todos. Mas, por outro, temos alguns que pensam que o que nos espera não será nada, nada bom — lembrando que entre os pessimistas estão figurões como o astrofísico Stephen Hawking e o empresário Elon Musk.

Pois pesquisadores da Universidade de Oxford, de Yale e do Future of Life Institute — uma organização focada no estudo dos riscos relacionados com a IA — realizaram um levantamento que envolveu a participação de 352 dos mais respeitados especialistas em inteligência artificial do mundo. O resultado da análise revelou alguns insights bem interessantes sobre o que esse pessoal pensa com relação à nossa existência em um mundo dominado por máquinas.

Insights

O levantamento apontou, por exemplo, que os especialistas acreditam em uma chance de 10% de que máquinas com nível de inteligência equivalente à dos humanos já terão sido desenvolvidas até o ano de 2028. A probabilidade pula para 50% até o ano de 2050 — e para 90% até 2150.

A aposta é de que, eventualmente, as máquinas realizarão as atividades desempenhadas pelos humanos

Além disso, a análise dos dados revelou que os especialistas acreditam que há uma chance de 50% de que, por volta do ano de 2061, as máquinas sejam capazes de desempenhar qualquer atividade que hoje é realizada por trabalhadores humanos — e por um custo mais baixo. Com relação ao impacto que esses equipamentos inteligentes terão sobre a humanidade, o levantamento apontou que existe uma probabilidade de 20% de que ele será extremamente positivo e de 25% de que o impacto será apenas bom.

Ainda sobre o impacto das máquinas sobre a humanidade, os especialistas acreditam em uma probabilidade de 20% de que ele será neutro, isto é, nem bom ou ruim, mas as respostas também apontaram que existe 10% de chances de que ele será negativo — e 5% dos participantes pensam que o impacto será extremamente desfavorável e poderá resultar na extinção da nossa espécie.

Nem todo mundo está otimista

Levando em consideração a questão de que as máquinas (se rebelem contra nós ao melhor estilo “Exterminador do Futuro” e) coloquem a nossa existência em risco, 48% dos especialistas apoiam a ideia de que a sociedade deve encontrar formas de minimizar o perigo — e 12% deles pensam que esse tema deveria ser uma prioridade entre os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da IA.

Infelizmente, o levantamento não entrou em detalhes sobre como os especialistas pensam que as máquinas poderiam se voltar contra nós no futuro. Stephen Hawking, por exemplo, já expressou em mais de uma ocasião sua profunda preocupação com a nossa capacidade de controlar a inteligência artificial, uma vez que os “robôs” alcancem o ponto de evoluir sozinhos, e também com a corrida em desenvolver armamentos baseados nessa tecnologia. Mas, hey, 20% dos participantes do levantamento creem que ele será extremamente bom, portanto existe esperança!

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Via Mega Curioso.

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