Desenvolvida pela Deepmind, companhia adquirida pela Google em 2014, a AlphaGo se aposentou oficialmente das competições nesta semana. A inteligência artificial (IA) ganhou notoriedade ao  derrotar alguns dos principais nomes da atualidade do tradicional jogo de tabuleiro chinês Go. Agora, a sua criadora anuncia a aposentadoria da IA do mundo dos esportes competitivos.

A tecnologia havia sido apresentada ao mundo no início de 2016 justamente com a proposta de superar grandes jogadores de Go e, agora, após concluir o feito, abandona o esporte para se focar em temas mais delicados, outra proposição inicial da ferramenta. Segundo a Deepmind, a AlphaGo será usada com mais intensidade na criação de algoritmos que devem, em breve, ajudar cientistas a “encontrar a cura para doenças, reduzir dramaticamente o consumo de energia ou inventar novos materiais revolucionários”.

Agradecimento à comunidade de Go

Apesar do afastamento dos duelos competitivos, a Deepmind garante que esse não é um adeus definitivo de AlphaGo à comunidade de Go, pela qual a empresa afirma ter uma "enorme dívida de gratidão pelo encorajamento e motivação dados ao longo dos últimos anos". A ideia em curto prazo é publicar um artigo científico esmiuçando todo o avanço na eficiência dos algoritmos alcançado nos últimos tempos graças a essa interação.

Além disso, a Deepmind trabalha na criação de uma ferramenta de ensino que pretende oferecer análises estratégicas de Go por meio da AlphaGo. O objetivo é permitir que os jogadores aprendam um pouco mais com a forma de pensar da máquina, contribuindo assim para o avanço do jogo milenar como um todo.

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