Na última terça-feira (15), a Intel revelou seu relatório financeiro para o segundo trimestre fiscal de 2014, que mostrou resultados mais positivos do que os esperados inicialmente. Segundo a empresa, grande parte disso se deve às vendas do mercado de PCs, que registrou um desempenho que contrariou previsões pessimistas.

Originalmente, a companhia planejava registrar US$ 13,69 bilhões em vendas e aumentar o valor individual de suas ações em 52 centavos de dólar. Na prática, o que aconteceu foram vendas de US$ 13,8 bilhões e um aumento de 4,3% nos papéis da corporação, que agora valem US$ 33,01.

“Nossos resultados do segundo trimestre mostram a força de nossa estratégia que engloba o uso das tecnologias Intel em centros de dados até na ‘Internet das coisas’”, afirmou o CEO da companhia, Brian Krzanich, em uma declaração enviada à imprensa. Recentemente, a Intel decidiu aumentar suas expectativas de lucros graças à grande demanda do mercado de PCs empresariais, cujas vendas aumentaram em 6% em relação a 2013 — também ajuda o fato de o grupo de centro de dados da empresa ter aumentado em 19% suas vendas.

Mercado de PCs continua lucrativo

Embora não seja mais a fonte de lucros que representou no passado, o mercado de PCs continua a ser responsável por grande parte do sucesso da Intel. Durante o segundo trimestre fiscal deste ano, o segmento representou nada menos que US$ 5,5 bilhões em vendas para a companhia.

Além disso, a empresa detém uma participação de 95% do mercado de tablets e começa a expandir sua participação no segmento de tablets e smartphones, dominado por nomes como Apple e Qualcomm. No entanto, a companhia ainda tem dificuldades em chamar a atenção dos consumidores e registrou somente US$ 51 milhões em vendas nessa categoria, uma queda de 83% em relação a 2013.

Recentemente, o presidente da Intel, Renee James, reconheceu os problemas enfrentados pela companhia no setor mobile. “Fomos muito bem-sucedidos, mas isso pode gerar complacência e medo”, afirmou ele durante o evento Brainstorm Tech 2014. “Não conseguimos prever que o iPhone iria marcar o crescimento do mercado mobile e da computação ultraportátil”, explicou.

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