A impressão 3D é algo que logo deve ser essencial para a NASA: a agência espacial norte-americana já estuda a técnica para criar partes de foguetes, imprimir pizzas e até fazer materiais em órbita, mas o mais novo avanço é ainda mais impressionante. O projeto do engenheiro Jason Budinoff, do Goddard Space Flight Center, em Maryland, é uma câmera espacial.

A câmera tem apenas 50 mm e será acoplada a um CubeSat, um satélite em miniatura. Antes de ir ao espaço, ela precisa passar por testes de vibração, temperatura e contato com o vácuo — tudo para provar se está apta ou não para viagens espaciais.

Ao infinito e além

O instrumento é feito de quatro peças diferentes de alumínio em pó e titânio, bem mais simples do que o original (de cinco a dez peças). O produto ficará pronto até setembro, o que significa que ele leva apenas três meses para ser finalizado. O uso do alumínio serve também para provar que uma fina camada do material possibilita a criação de espelhos metalizados impressos em 3D.

Outro projeto parelelo de Budinoff é um telescópio de 35 cm também feito pelo mesmo processo. A ideia é provar que a técnica de impressão 3D pode ser mais fácil, barata e até mesmo precisa, já que permite alterações de design e funcionamento em camadas do produto a ser fabricado.

A ideia para o futuro, caso o processo seja aprovado, é usar ligas metálicas mais complexas na impressão e, claro, fabricar materiais e instrumentos cada vez maiores.

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