Adoção da tecnologia facilitaria a manutenção de navios e porta-aviões (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Imprimir um navio de combate do zero é algo sumariamente impossível – pelo menos nos dias atuais. Contudo, criar pequenas peças de reposição utilizando uma impressora tridimensional já é uma realidade, e a Marinha dos Estados Unidos parece bastante interessada em utilizar essa tecnologia para aumentar o desempenho de sua frota.

Em um artigo escrito recentemente para o site ExtremeTech, o jornalista Graham Templeton explica que essa tendência não é exatamente nova – em novembro do ano passado, a NASA utilizou a tecnologia de impressão tridimensional para desenvolver peças em aço que teoricamente poderiam ser utilizadas em espaçonaves e foguetes sem problema nenhum.

“Com esta tecnologia, a equipe a bordo do Apollo 13 poderia informar todas as especificações para o problema na nave e receber rapidamente um modelo CAD de uma peça feita especialmente para suas necessidades”, comenta o redator.

Peça sobressalente criada pela NASA com uma impressora 3D (Fonte da imagem: Reprodução/NASA)

Impressões de emergência

Dessa forma, não é difícil imaginar a aplicação da impressão 3D para fins militares e táticos. Os tenentes Scott Cheney-Peters e Matthew Hipple, ambos da Marinha dos Estados Unidos, escreveram recentemente um artigo para a revista interna da organização militar onde propõem formalmente a adoção de tal tecnologia para a produção de qualquer objeto em alto-mar (como pratos, peças de motor e até mesmo membros artificiais para soldados feridos).

“A impressão tridimensional é uma oportunidade incrível. Eu posso simplesmente dizer que ‘eu quero válvulas’ ou que ‘eu preciso de geradores’ e ter tudo isso, em qualquer tamanho ou formato, em questão de horas”, afirma Hipple.

Vale observar que, caso esse conceito venha a ser difundido universalmente, uma eventual guerra entre duas nações não se resumiria tanto no arsenal de cada um dos exércitos, desde que seria possível imprimir produtos importantes para o combate de acordo com cada necessidade e estratégia.

“Poderíamos até mesmo fazer armas que quebrariam após certo tempo de uso, tornando-as inúteis caso caiam em mãos inimigas”, comenta Templeton. “E, se elas continuarem conosco, nós sempre poderemos simplesmente imprimir outra”.

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