Apesar de uma série de vazamentos recentes darem uma boa prévia do visual e das especificações do mais novo smartphone da Huawei, a empresa chinesa continuou com sua estratégia de deixar o aparelho envolvido em um certo mistério. Nesta quinta-feira (26), porém, os chineses resolveram colocar todas as suas cartas na mesa e revelaram cada detalhe do aguardado Mate 8. Isso porque o produto ganhou um tamanho nada modesto, uma tonelada de fotos exibindo todos os ângulos do brinquedinho e, claro, configurações de gente grande.

Aliás, o equipamento pode ser taxado de “gente grande” em quase todos os sentidos, já que segue a tendência de diversos modelos de ponta do mercado e aposta no formato phablet popularizado por linha como Galaxy Note, da Samsung, e a linha Plus dos iPhones. Assim, o Huawei Mate 8 é apresentado com uma tela de 6 polegadas – sem canetas stylus ou periféricos do gênero – bem distribuída no corpo de 157 milímetros de altura e 80,6 milímetros de largura, deixando espaço apenas para bordas finíssimas nas laterais.

Mesmo com esse tamanho invejável, o novo dispositivo não arrisca muito com o assunto é resolução, deixando a opção QHD de lado para investir em um display IPS LCD no formato mais tradicional Full HD. Anunciado inicialmente apenas para o mercado chinês, o produto traz como destaque ainda a estreia do HiSilicon Kirin 950 – novo SoC proprietário da fabricante asiática –, a introdução de uma versão com 4 GB de memória RAM na marca e uma bateria de dar inveja. Confira abaixo a listagem das configurações do Mate 8:

Especificações Técnicas

  • Tela: IPS LCD de 6 polegadas
  • Resolução de tela: Full HD (1920x1080 pixels)
  • Sistema operacional: Android 6.0 (Marshmallow) com Emotion UI 4.0
  • Processador: HiSilicon Kirin 950 octa-core (Cortex A72 quad-core de 2,3 GHz e Cortex A53 quad-core de 1,8 GHz)
  • GPU: ARM Mali-T880 MP4
  • Memória RAM: 3 ou 4 GB
  • Armazenamento interno: 32/64/128 GB
  • Armazenamento externo: cartões micro SD de até 128 GB
  • Câmera traseira: 16 MP (com sensor Sony IMX298)
  • Câmera frontal: 8 MP
  • Conectividade: 4G LTE 150/50M, Bluetooth 4.2, WiFi a/b/g/n/ac, porta micro USB 2.0, NFC
  • Recursos exclusivos: sistema de leitura de digitais
  • Bateria: 4.000 mAh (íon-lítio, com suporte a QuickCharging)
  • Peso: 185 g
  • Dimensões: 80,6 mm de largura x 157,1 mm de altura x 7,9 mm de espessura

Acredite, a modéstia é só aparente

Com base nas informações acima, é possível dizer que, ainda que o hardware do Mate 8 seja poderoso, alguns dos números e detalhes ficam abaixo de concorrentes do segmento. A escolha pela resolução Full HD para um aparelho tão grande, por exemplo, pode fazer alguns consumidores torcerem o nariz em um primeiro momento. Os “modestos” 16 megapixels na câmera traseira também estão abaixo do valor selecionado para muitos dispositivos top de linha, que já passam facilmente da casa dos 20 megapixels.

Felizmente, a chinesa tentou justificar cada uma dessas decisões de forma clara no celular. O fato de a tela não ostentar formatos 2K ou superiores, por exemplo, aliado ao fato que a bateria tem 4.000 mAh, faz com que o gadget possa durar muito mais tempo na mão do usuário sem precisar ir para a tomada. De acordo com a fabricante, essa combinação pode fazer com que o smartphone fique ligado continuamente por 2,3 dias com uso rotineiro ou chegue a até 17 horas de reprodução de vídeo – perfeito para aquela maratona de “O Senhor dos Anéis”.

No caso da potência da câmera, aficionados por cliques sabem que a numeração não é tudo nesse setor. Assim, o Mate 8 compensa os arquivos e o sensor mais reduzido com um sistema tri-axis de estabilização ótica de imagens, um autofoco bastante veloz e uma abertura de f/2.0 – recursos que, teoricamente, devem resultar em fotos mais claras e nítidas. O Kirin 950, criado pela divisão de processadores da Huawei, também se mostra poderoso o suficiente para dar conta de qualquer atividade, aplicativo ou game – mesmo os mais pesados.

Para quem prefere ver os pontos em que o equipamento tem ampla vantagem sobre a competição, basta se focar no armazenamento interno e na abundância de memória. A opção de ter um espaço gigantesco em disco – caso o consumidor adquira a versão de 128 GB – garante tranquilidade quase infinita na hora de instalar apps ou guardar fotos e vídeos no celular. O modelo com 4 GB de RAM, por sua vez, mostra que não é só a ASUS e seu Zenfone 2 que podem brincar com esse valor e múltiplos programa abertos.

Evolução, sim, mas sem fugir da receita básica

Quando se compara o gadget com seu antecessor, porém, as diferenças se tornam mais pontuais. Como o Mate 7 já era um bom aparelho quando foi lançado, em outubro de 2014, seu irmão mais novo seguiu muitas de suas características. No aspecto externo, por exemplo, os dois são extremamente parecidos, trazendo uma bela carcaça de alumínio – que ressalta o visual premium –, bordas finas e traços bem sóbrios. A diferença, no Mate 8, é que os limites da tela e parte da traseira são levemente curvos, melhorando bastante a pegada do telefone.

Outro elemento que pode ser classificado no esquema de “igual, mas diferente” é o leitor de digitais, que continua na parte traseira e praticamente na mesma altura, mas ganha o formato circular usado no Nexus 6P. O recurso também foi atualizado no novo modelo, ostentando uma taxa de reconhecimento entre 98 e 99%, levando apenas 0,5 segundo para completar a ação. Ainda que o tamanho da tela e a resolução se mantenham e deixem a experiência de reprodução de vídeos e fotos parecidas com a do Mate 7, as semelhanças param por aí.

Sim, a solução da casa para o SoC, com mais um chip da subsidiária HiSilicon, continua, mas substituindo o já ultrapassado Kirin 925 pelo novíssimo Kirin 950. Com o processador atualizado, a memória turbinada e a nova GPU, rodar jogos e programas exigentes se torna algo muito mais fluido e prazeroso no Mate 8 em comparação ao seu antecessor. Em questão de espaço, o phablet mais recente ganha de lavada do modelo de 2014, podendo disponibilizar até quatro vezes mais armazenamento – o Mate 7 mais parrudo tinha apenas 32 GB em disco.

Outro ponto que é bem diferente no recém-anunciado dispositivo são as câmeras integradas. Tanto a peça traseira como a selfie cam receberam um aumento de 3 megapixels cada, chegando a 16 e 8 MP, respectivamente. O conjunto ótico principal deve ficar anos à frente do apresentado no produto do ano passado, já que é capaz de gravar vídeos 4K a 30 fps, 1080p a 60 fps e até 720p a 120 fps – possibilitando a captura de clipes em slow motion. E aí, acha que as mudanças são suficientes para justificar um upgrade?

Por enquanto, o Huawei Mate 8 está previsto para chegar às lojas chinesas no primeiro trimestre de 2016, com preços que podem variar entre US$ 500 (R$ 1,9 mil) e US$ 690 (R$ 2,6 mil) para os modelos de 3 GB de RAM e 32 GB de espaço e 4 GB de RAM e 128 GB de espaço, respectivamente. A expectativa é que a companhia guarde o anúncio da comercialização no resto do mundo durante a CES do ano que vem, que ocorre em janeiro e tem cobertura completa do TecMundo.

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